sábado, 18 de agosto de 2018

Sessão Pipoca: Para Todos os Garotos Que Já Amei | Netflix

Sinopse: “Lara Jean (Lana Condor) é uma garota que adora escrever cartas de amor secretas para seus crushes platônicos mais intensos. Entretanto, ela nunca poderia imaginar que um dia elas seriam misteriosamente enviadas, virando sua inexistente vida amorosa de cabeça para baixo”. 

Título: Para Todos os Garotos Que Já Amei (To All the Boys I’ve Loved Before). 
Duração: 1 hora e 39 minutos. 
Direção: Susan Johnson. 
Gênero: Romance, Comédia Dramática. 
Lançamento: 17 de agosto de 2018 (Disponível na Netflix). 

Algumas Impressões 

Quem aí não adora um romance de colegial? Com todas as novas descobertas e problemas que o Ensino Médio pode trazer, Lara Jean é uma garota de dezesseis anos um pouco atrapalhada, tímida e um tanto ingênua, mas extremamente forte e romântica. Ela adora imaginar histórias de amor, bem como ler sobre o assunto, e escreve cartas secretas sempre que se apaixona tão intensamente que não sabe mais o que fazer. Possui cinco no total, e as guarda como seus bens mais preciosos. Mas, quando todas são enviadas misteriosamente para seus respectivos destinatários, a garota terá de lidar com os desdobramentos de uma nova e conturbada “vida amorosa”. Essa é a premissa de “Para Todos os Garotos que Já Amei”, o mais novo lançamento da Netflix baseado no romance de mesmo nome da autora Jenny Han. Tive o prazer de assistir ao longa em uma pré-estreia exclusiva a convite da Editora Intrínseca, e tenho que dizer que ele se tornou meu queridinho do momento – para se ter uma ideia, já assisti mais três vezes desde que ficou disponível na plataforma ontem (17). Com personagens bem construídos, ótimas referências do cinema dos anos oitenta (inclusive no que diz respeito a trilha sonora) e uma dose calculada de comédia, o filme conquista por entregar uma história aparentemente simples, mas cheia de particularidades.


A adaptação conta com nomes de peso no elenco, como John Corbett, de “Casamento Grego”, Noah Centíneo, de “The Fosters” e Janel Parrish, de “Pretty Little Liars”, mas o grande destaque fica por conta da protagonista Lana Condor, a Jubileu de “X-Men: Apocalipse”. Com uma semelhança impressionante com a imagem que os leitores criaram da personagem literária, Lana esbanja carisma, interpretando com naturalidade os anseios, conflitos e motivações de Lara Jean e os assuntos abordados pelo roteiro, como a busca pela própria identidade e o autoconhecimento através de seus relacionamentos afetivos (principalmente no que diz respeito ao medo que a garota sentia de se envolver com alguém). Com uma gama variada de estereótipos, como a ex-amiga vingativa, o melhor amigo, o garoto mais popular da escola, a irmã conselheira e protetora, a amiga rebelde e o pai compreensivo, além de, é claro, a garota romântica que sonha em viver algo real à semelhança de suas fantasias (alô cancerianxs!), é quase impossível não se identificar com a trama e desejar muito mais tempo de tela do que apenas suas quase duas horas de duração. Por fim, espero encarecidamente que uma continuação seja logo anunciada, afinal, se você já teve o prazer de assistir à produção, sabe que existe uma grande ponta solta no desfecho e que promete desdobramentos no mínimo interessantes para Lara Jean.

Sobre a Intrínseca
Uma editora jovem, não só na idade – afinal foi fundada em dezembro de 2003 – mas no espírito inovador de optar pela publicação de ficção e não ficção priorizando a qualidade, e não a quantidade de lançamentos. Essa é a marca da Intrínseca, cujo catálogo reúne títulos cuidadosamente selecionados, dotados de uma vocação rara: conjugar valor literário e sucesso comercial.




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