Fleur de Lune

Dá o play: O que eu estou ouvindo? #3

quinta-feira, 25 de agosto de 2016


         E aí, tudo beleza? Não sei você, mas eu sou aquele tipo de pessoa que não vive sem música, que adora procurar vícios novos nas playlists aleatórias do youtube, mas que também ouve as que já estavam na repetição até os tímpanos sangrarem. Tá, isso foi estranho, mas acho que você entendeu o conceito. É aquela velha história: quando você encontra uma música que magicamente representa seus sentimentos – dos mais felizes, daqueles que dá vontade de sair dançado pela casa, às figurinhas carimbadas nos momentos de bad -, não dá para parar de ouvir e ela simplesmente não saí da sua cabeça! Se você acompanha essa categoria aqui no Fleur deve se lembrar o que eu tive que fazer para me forçar a deixar “Sorry”, do Justin, de lado (e se você não sabe, eu coloquei como o toque do meu despertador). Então, quando você encontra “a” música nada melhor do que compartilhá-la e deixar mais pessoas viciadas também, afinal, sempre é bom ter alguém para cantar junto! (e passar aquela vergonha compartilhada básica né?). Ultimamente, vários amigos têm me indicado ótimas bandas e faixas, artistas que eu gosto têm lançado novos álbuns, eu continuo vasculhando as playlist aleatórias do Youtube e filmes têm chegado às telas com ótimas playlists (mesmo que os filmes em si não sejam assim tão legais). E aí, você já ouviu falar da iniciativa “Suicide-Squad-Soundtrack”? Dá o play!


P.S. Estou fazendo um teste com nosso amado Spotify, então se não rolar de ouvir alguma música dá o grito ali nos comentários hein!

       Ainda não assisti à “Esquadrão Suicida”, mas deu para perceber que estou curtindo muito as músicas escolhidas para o filme né? A verdade é que eu estava muito animada para ver o longa, mas depois da estreia vários amigos foram assistindo e críticas negativas saindo, e confesso que isso deu um duro golpe no meu hype. Claro que eu ainda quero assistir, até porque sempre acabo gostando dos filmes baseados em quadrinhos, mesmo que apenas em certa medida. Mas enfim, assim que eu assistir sai uma resenha por aqui, ou pelo menos uma postagem na página do Fleur! Voltando às músicas, estou ouvindo loucamente “You Don’t Own Me”, da Grace (que por sinal é ótima e eu descobri só por causa desta trilha sonora), que eu particularmente acho que é a música perfeita para a Harley. Além dela, “Gangsta” (Kehlani) e “Purple Lamborghini”, do Skrillex com o Rick Ross, estão na lista de repetição infinita do celular. Esta última conta com a participação do próprio Coringa do Leto no clipe, e eu curti bastante. Essa playlist também está recheada com alguns dos meus amores mais antigos, como “New Americana”, da Halsey, e “Love me Badder”, da Elliphant (que lançou uma música nova esta semana que eu também gostei mas que ainda não superou meu amor por "Love me Badder" e "Too Original") . Há, e tem novas músicas de artistas que eu já gosto, como “Trate You Better”, do Shawn Mendes. A letra é super fofinha, e, sobre ele no clipe, eu só posso falar uma coisa: queria pra mim! Haha! E aí, curtiu? Tem alguma música para indicar? Deixa nos comentários!


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Já ouviu falar sobre Sereismo?

quarta-feira, 24 de agosto de 2016


        Aqui vai uma revelação bombástica: eu sou completamente fascinada por criaturas místicas e mágicas, como unicórnios e sereias. Tá, admito que não foi “a” revelação, até porque o símbolo deste blog é um unicórnio e eu ando espalhando essas coisas maravilhosas por aí desenfreadamente, mas a verdade é que sou apaixonada por estes seres desde pequena. Contudo, quando criança não costumava falar sobre as coisas sobre as quais eu gostava pois muitas pessoas julgavam – e ainda julgam – de forma equivocada, e magia está quase no topo desta lista de julgamentos. Recentemente, lendo uma matéria no site da Capricho (clique para ler), que por um acaso brotou na minha timeline do Facebook, descobri o blog Sereismo (clique para conhecer), e comecei a pesquisar sobre o tema pois, assim como muita gente nesse Brasil de meu Deus, eu estava boiando e achando que o sereismo era mais uma tendência da moda, mas, na verdade, é um lifestyle, um estilo que coleciona adeptas bem antes da moda “sea punk” começar. Mas vamos começar falando sobre elas, as sereias. De acordo com as lendas e histórias da mitologia, as sereias são seres aquáticos com a cabeça e o torso humano, entretanto, com uma cauda de peixe no lugar das pernas. As sereias estão muito presentes em diversas culturas, em filmes e até desenhos (quem não se lembra da nossa querida princesa Ariel, da Disney?). Algumas das lendas mais antigas contam que estas criaturas são dotadas de incrível beleza, e que sua voz é capaz de hipnotizar até o mais cético dos homens e levá-lo para o fundo do mar – ou no caso da nossa versão do folclore brasileiro, a Iara, para o fundo do rio.


         Você pode não acreditar (pelo menos à primeira vista), mas muitas sereias nadam por aí nos dias de hoje, e mais perto do que podemos imaginar! Sei que deve estar me achando completamente maluca, e eu compreendo, mas calma que vou explicar! O sereismo começou a virar pauta no verão deste ano através de um estilo da moda que surgiu inspirado no tema - com direito a várias famosas aderindo, tirando fotos com roupas de temáticas marinhas e até mesmo usando belas caudas enquanto mergulhavam em praias e piscinas. Contudo, esse estilo de vida transcende a tendência, e, por sinal, surgiu bem antes dela. Crescendo cada vez mais em popularidade no Brasil – e já bem popular no exterior -, o assunto é discutido através de grupos no Facebook, Fanpages e sites (como o Sereismo), e conquista cada vez mais admiradoras e adeptas (ha, e adeptos também! Não podemos nos esquecer dos tritões). E cada uma tem uma forma diferente de encarar esse lifestyle. Mirella Ferraz, a primeira sereia profissional do Brasil, acredita ser uma sereia desde criança, e, segundo ela, qualquer um pode fazer parte deste mundo, tanto homens quanto mulheres. Conhecida como a “sereia brasileira”, ela conta que o sereismo é um termo usado para designar um estilo de vida, onde as pessoas se sentem bem usando uma cauda de sereia. “Mas, além disso, (é usado) para dar voz a todas as pessoas que se sentem ligadas ao mar, a água, que são fascinadas pelas sereias, que prezam pelo meio ambiente e que querem externar esses sentimentos, seja adquirindo uma causa e nadando com ela, seja apenas usando acessórios da moda ou transformando esse amor em profissão”, explica.

Mirella Ferraz é a única sereia  profissional no Brasil (Fonte: Google Imagens).

         Mirella, que também é escritora, ainda esclarece que muitos dos adeptos do sereismo acreditam, sim, na existência real das sereias, mas que isso não é o que define o termo especificamente. Precursora do movimento no país, ainda aos cinco anos de idade colocava duas pernas em uma só parte das meias-calças da mãe e caía na piscina para nadar. A paixão acabou se tornando profissão, e, desde 2012, é dona de sua própria marca de caudas de sereia, criadas e adaptadas por ela para serem o mais fiel possível (se você não vai aguentar de curiosidade até o final da postagem para saber mais sobre essas coisas maravilhosas, clique aqui para acessar a loja MS-Fins). Feitas com uma matéria prima 100% nacional e exclusiva, as caudas custam em média R$390 o modelo infantil e R$430 o adulto. Além disso, ela se apresenta constantemente em grandes aquários, como o de São Paulo e o do Guarujá (SP), mergulhando em tanques e interagindo com os animais aquáticos e os visitantes. E este trabalho tem lhe rendido ótimas histórias. A sereia conta que, em uma de suas apresentações no tanque do peixe-boi, uma senhora a assistia emocionada, com as mãos coladas no vidro e chorando muito. Preocupada com a possibilidade de que ela estivesse passando mal, a gerente do aquário correu para prestar auxílio, mas a senhorinha apenas se virou para ela e começou a repetir “eu sabia que a veria novamente. É ela, é ela! Eu sabia! Agora, posso morrer em paz”. A acompanhante da idosa explicou que, nascida em uma cidade litorânea, aos sete anos ela contou a todos que tinha visto uma sereia no mar - e passou um bom tempo repetindo a história -, mas ninguém acreditou nela. Ver Mirella no aquário foi uma experiência e tanto para aquela senhora, algo como uma confirmação de suas suspeitas desde a infância.

Camila Gomes é uma das autoras do blog Sereismo (Foto: Sereismo).

         É interessante saber que para ser uma sereia profissional completa e sair por aí mergulhando em tanques e até no mar não basta apenas uma cauda linda e maravilhosa, mas é preciso praticar a apneia, através de um processo de treinamento longo e contínuo que expande a capacidade pulmonar. Para se ter uma ideia de como isso é importante e o quanto as pessoas que têm isso como profissão levam à sério, a Mirella consegue ficar de três a quatro minutos sem respirar embaixo d’água! Mas é claro que não são todas (os) que adotam o sereismo como um lifestyle que treinam a apneia e pretendem se tornar sereias e tritões profissionais. As autoras do blog Sereismo, por exemplo, Bruna Tavares e Camila Gomes, abraçam o “lado sereia da Força” de outras formas. A Bruna é jornalista e youtuber, e foi a criadora da denominação “sereismo”, que acabou definindo o estilo. Já para Camila, não importa como você conheceu o estilo, quando ou de que forma escolheu segui-lo, mas quando o amor é verdadeiro ele permanece. “Eu sou sereia quando compartilho informações sobre o tema, quando divido esse meu amor com o mundo, quando me interesso pelo assunto, leio livros, decoro a minha casa com conchas”, explica Bruna. Eu particularmente achei o máximo! Principalmente porque estava completamente perdida quanto ao que era este “boom sereístico”, mas é preciso entender que o sereismo em si não é uma tendência de moda ou algo passageiro, mas um estilo de vida que qualquer um apaixonado pelo mar e suas criaturas extraordinárias pode seguir, seja com ou sem cauda viu. Ha, hoje saiu uma notícia incrível de que a Rede Globo vai produzir uma novela sobre a história da Mirella (clique aqui para ler)! E claro que eu já quero assistir pra ontem! E aí, já conhecia o sereismo? Conta aí nos comentários!



Resenha: A Caçadora de Bruxos

segunda-feira, 22 de agosto de 2016


“Não sei o que fizeram; não foram capturados por mim. Mas sei que não haverá pedidos de desculpas da parte deles. Nem pedidos de misericórdia no último minuto, nem promessas de arrependimento aos degraus do cadafalso. Mesmo quando os carrascos encostam as tochas na lenha e as primeiras chamas saltam para o céu cor de chumbo, eles permanecem em silêncio. Vão continuar assim, teimosos até o final. Nem sempre foi desse jeito. Mas quanto pior a rebelião dos Reformistas, mais desafiadores os próprios Reformistas se tornam”.

Sinopse: “Ânglia, 1558. A prática da magia é ilegal, e infratores são queimados nas fogueiras todas as semanas. Elizabeth Grey é uma das melhores caçadoras de bruxos do rei. Ao lado de Caleb, seu parceiro e interesse amoroso, ela localiza e captura Reformistas – rebeldes suspeitos de praticar feitiçaria – para que sejam julgados e executados conforme manda a lei. Até que, inexplicavelmente, Elizabeth é incriminada e presa sob a acusação de praticar a arte que ela mesma se dedicou a erradicar. Abandonada para morrer nos calabouços frios do reino, a jovem espera, em vão, algum sinal de Caleb, antes que a febre dê fim à sua vida. A salvação, no entanto, acaba vindo pelas mãos de seu maior inimigo: Nicholas Perevil, o mago mais poderoso e procurado de Ânglia, que se propõe a resgatá-la em troca de um favor. Mas em retribuição, Elizabeth precisa se voltar contra tudo aquilo que fora levada a acreditar e, ao fazer isso, se coloca diretamente na mira do inquisidor mais sanguinário do reino, o temível Blackwell. À medida que Elizabeth se associa aos Reformistas, suas crenças sobre a legitimidade da proibição da magia são profundamente abaladas. Ela se vê em meio a intrigas políticas de proporções épicas e percebe que seus antigos aliados agora são seus inimigos mortais. Será que Elizabeth está pronta para decidir onde repousa sua lealdade, afinal de contas? E qual o preço que pagará por tal decisão?”.

Título: A Caçadora de Bruxos.
Autor: Virginia Boecker.
Páginas: 308 páginas.
Editora: Galera Record.
ISBN: 978-85-01-07300-6.


“De qualquer modo não importa o que eles fizeram. Qual magia utilizaram. Feitiços, espíritos ajudantes, poções, ervas: agora tudo é ilegal. Houve um tempo em que tais coisas eram toleradas, até mesmo incentivadas. A magia era considerada útil – antigamente. Então veio a peste. Provocada pela magia, espalhada pela magia – quase fomos destruídos pela magia. Alertamos para que eles parassem, mas não pararam. Agora cá estamos, de pé numa praça suja sob um céu manchado, obrigando-os a parar”.

Algumas Impressões 

         Por mais que ultimamente eu tenha embarcado numa vibe terror / suspense tremenda, os livros de fantasia sempre roubam a minha atenção na hora de escolher as novas leituras, e acabam ocupando um lugar especial no coração - ainda mais se tiverem bruxos no enredo. A questão é que Harry Potter me enfeitiçou para o resto da vida e não tenho muito que fazer sobre isso, então, vida que segue lendo mais e mais livros sobre o assunto, não é mesmo? “A Caçadora de Bruxos”, da autora Virgínia Boecker, já demonstra todo o seu potencial logo nas primeiras páginas, envolvendo o leitor na trama vivida por Elizabeth Grey, uma das melhores caçadoras de bruxos do rei. A garota perdeu os pais para uma terrível peste, e por conta disso foi viver no castelo do Rei em troca de seus serviços na cozinha. Lá, ela conheceu Caleb, um jovem determinado e ambicioso com o desejo de se tornar um Caçador de Bruxos, ao lado de quem passa por todo o treinamento para tornar-se uma caçadora. O cenário não é nada favorável para aqueles que praticam a magia, e os considerados bruxos ou bruxas têm o destino marcado pela perseguição e pela morte, são caçados um a um – e incansavelmente - numa tentativa desesperada de se erradicar o que se acredita ser a fonte de todos os males que acometeram o mundo nos últimos anos. Elizabeth se empenhou para tornar-se uma das melhores caçadoras de bruxos do reino, e perde apenas para Caleb, cumprindo seu papel de forma precisa e fiel, até que um dia, é pega com ervas suspeitas e acaba acusada de traição por praticar feitiçaria, e é presa. Na prisão, ela é acometida por uma forte febre, e, dia após dia, sua esperança de escapar da fogueira ou de que Caleb venha ao seu auxílio para libertá-la vai se acabando, até que a pessoa que ela menos espera a procura oferecendo ajuda: Nicholas Perevil, o mago mais procurado do reino. Agora, cabe a Elizabeth uma escolha difícil, mas necessária: negar o que acredita e foi treinada para fazer ou perder a própria vida pelo meio que ela mesma condenou a tantos. Já liberta e ao lado dos Reformistas – como são conhecidos os defensores da magia – conhece novas perspectivas sobre a velha história do reino, e passa a questionar se a rigidez das leis que ajudou a aplicar por toda a sua vida é mesmo necessária. Contudo, Blackwell, o mais alto inquisidor do rei, e Caleb não medirão esforços para capturá-la.


“As ruas estão desertas, como sempre acontece num dia de execução na fogueira. Os que não assistem às queimas estão no palácio de Ravenscourt, protestando contra elas, ou numa das tavernas de Upminster, tentando se esquecer delas. É um risco fazer uma prisão hoje. Nós nos arriscamos com a multidão; nos arriscamos a ser vistos. Provavelmente não haveria risco caso estivéssemos prendendo um feiticeiro comum. Mas esta não era uma prisão comum”.

    Em uma aventura ambientada na Idade Média, com criaturas mágicas, mitologia, lendas, reviravoltas, muita ação e claro, magia, o título trás uma personagem forte e bem construída, que é obrigada a ampliar seus horizontes e descobrir que as coisas não são exatamente como se mostram. Ao descobrir determinadas coisas sobre o mundo em que vive, ela acaba descobrindo mais sobre si mesma, além de desvendar verdades inimagináveis sobre o que jurou defender até a morte. Eu não conhecia a autora quando escolhi o livro na News do Grupo Editorial Record, mas tinha boas expectativas quanto à história, principalmente por ser de um gênero que gosto tanto, fantasia. Com uma narrativa fluída e que proporciona um bom ritmo de leitura, Virgínia Boecker consegue prender o leitor até a última página, principalmente pela expectativa gerada pelas reviravoltas e pela complexidade de alguns dos personagens. Pense na seguinte situação: uma personagem cheia de Girl Power em plena idade média, um cenário por si só opressor, sendo perseguida por um governo totalitário e homens que só pensam em poder. Tudo isso somado à magia e diversas surpresas na trama. E uma das coisas mais legais é que “A Caçadora de Bruxos” é apenas o primeiro volume de uma série que leva o mesmo nome, lançada aqui no Brasil pela Galera Record! E é claro que a ansiedade pelo segundo volume, “The King Slayer”, infelizmente ainda sem previsão de lançamento por aqui, já está me matando né? E aí, gosta de livros do gênero? Tem algum título para indicar? Conta aí nos comentários!



Sobre o Grupo Editorial Record

Uma empresa 100% nacional: o maior conglomerado editorial da América Latina fala português. Com onze perfis diferenciados — Record, Bertrand Brasil, José Olympio, Civilização Brasileira, Rosa dos Tempos, Nova Era, Difel, BestSeller, Edições BestBolso, Galera e Galerinha — o objetivo é sempre trazer o que há de melhor para o leitor brasileiro.


Resenha: Frozen: Mundo de Gelo, Coração de Fogo

domingo, 21 de agosto de 2016


“Eles estavam indo atrás dela. Ela escutava os passos pesados ecoando no corredor de concreto. De certa forma, o som era um alívio. Durante dias e mais dias, ela fora deixada no quarto, sozinha, no silêncio total, com pouca comida e água, com o peso da solidão tornando-se cada vez mais opressor, e o silêncio, uma aflição da qual não conseguia se livrar, uma punição por ter se recusado a fazer o que lhe mandaram, uma punição por ser o que era”.

Sinopse: "Bem vindo a Nova Vegas, uma cidade antes repleta de brilho, agora coberta de gelo. Com grande parte do planeta agora destruído, o lugar só conhece uma temperatura: a congelante. Mas certas coisas nunca mudam. O diamante em meio ao deserto de gelo é um parque de diversões hedonista, aberto 24 horas por dia, e nada mantém as multidões longe dos cassinos, independentemente dos rumores de feitiçaria sinistra que os cercam. No coração desta cidade encontramos Natasha Kestal, uma jovem crupiê à procura de uma saída. Como muitos, ela ouviu falar de um lugar místico chamado Azul. Dizem que se trata de um paraíso onde o sol ainda brilha e as águas são azul-turquesa. Mais importante ainda, o Azul é um lugar onde Nat e seus semelhantes não serão perseguidos, mesmo que seu segredo mais obscuro venha à tona. Mas o caminho para o Azul é traiçoeiro, senão impossível de atravessar, e sua única chance é apostar em um grupo de mercenários liderado pelo arrogante Ryan Wesson para conduzi-la a seu destino. Ciladas e perigos os aguardam em cada esquina, à medida que Nat e Wes se veem inexoravelmente atraídos um pelo outro. Mas seria possível o amor verdadeiro sobreviver a mentiras? Corações em chamas colidem nesta trama sobre a maldade do homem e o incrível poder que existe dentro de cada um de nós". 

Título: Frozen: Mundo de Gelo, Coração de Fogo.
Autores: Melissa de La Cruz e Michael Johnston. 
Páginas: 308 páginas.
Editora: Bertrand Brasil. 
ISBN: 978-85-286-2049-8.


“Não havia mais estrelas. Havia apenas Nova Vegas, cintilando, um farol na escuridão. As luzes da cidade sumiam de modo abrupto num arco longo apenas alguns quilômetros adiante. Depois da linha em forma de arco, além da fronteira, tudo era preto, o País do Lixo, um lugar em que a luz desaparecera – uma terra de ninguém, de terrores -, e depois disso, o mar tóxico. E em algum lugar, escondido nesse oceano, se acreditasse no que a voz dizia, ela encontraria um caminho para outro mundo”.

Algumas Impressões 

            Antes de falar qualquer coisa sobre este título, tenho que esclarecer uma coisa: não, o enredo não tem absolutamente nada a ver com a animação (incrível, por sinal) da Disney. Agora, seguindo em frente (e não olhando para o lado), sempre que as News das editoras parceiras chegam por e-mail é complicado optar por esse ou aquele título, isto porque geralmente muitas das opções ou estão na minha lista de leituras ou me chamam muito a atenção. Como sou fã de cenários distópicos, pós-apocalípticos e futuristas – principalmente quando se passam em um planeta Terra pós algum tipo de catástrofe, doença, invasão alienígena e etc. – minhas expectativas para “Frozen: Mundo de Gelo, Coração de Fogo”, dos autores Melissa de La Cruz e Michael Johnston, eram altas. Na trama, o mundo como conhecemos não existe mais, tudo por conta de um desastre envolvendo lixo e outras toxinas, que acabou culminando na transformação do planeta em uma enorme geleira. Além disso, os oceanos estão extremamente poluídos, e as espécies deixaram de existir. Neste cenário extremamente hostil e perigoso, a maior parte da população foi dizimada, e apenas os mais fortes sobreviveram, sendo oprimidos pelo governo e obrigados a trabalhar como escravos. É na cidade de Nova Vegas, uma das poucas existentes depois da destruição, em que a história se passa, onde os seres humanos e o governo temem uma evolução de nossa espécie, os humanos conhecidos como marcados.


         Com a mesma aparência dos humanos considerados normais, a não ser pela cor intensa dos olhos, os marcados são dotados de poderes mentais especiais, como ler mentes, prever o futuro e mover objetos com a força do pensamento. Nossa protagonista, Natasha Kestal (ou Nat), faz parte deste grupo, e vive disfarçada como uma crupiê, que trabalha distribuindo cartas em um cassino da cidade. Seu único objetivo e juntar dinheiro na esperança de chegar a uma espécie de “nirvana lendário” conhecido como Azul, um lugar onde se acredita que as águas ainda são limpas e cintilantes e o sol brilha. Mas encontrar o caminho para este lugar místico e maravilhoso não será nada fácil. Ela precisa da ajuda de um atravessador, e sua única chance é um ex-militar conhecido como Wes, que tem a missão de liderar um pequeno grupo de mercenários rumo ao Azul, mas situações mais do que perigosas os aguardam. Narrada em terceira pessoa e intercalando os pontos de vista de Nat e Wes, a trama tem um começo um tanto confuso, com flashbacks e acontecimentos rápidos demais, o que dificulta a experiência de leitura. E o decorrer dos capítulos não é muito diferente. Apesar de Nat ser uma personagem forte e inteligente e a temática ter muito potencial, ao longo das páginas várias perguntas surgem e não são respondidas, mas, em contrapartida, várias surpresas surgem ao longo da jornada dos personagens, e acabam envolvendo o leitor em um bom ritmo de leitura. Fiquei dividida na hora de escrever esta resenha, pois é um daqueles livros onde é complicado tecer uma opinião concreta, pois, ao mesmo tempo que gostei de vários pontos da trama - como o próprio ritmo de leitura e uma reflexão interessante sobre como seria nossa sociedade pós um desastre natural decorrente da nossa falta de cuidado com o planeta -, não gostei muito das perguntas não respondidas, do desenvolvimento superficial das relações entre os personagens e da continuidade dos fatos. Os autores fizeram um trabalho e tanto proporcionando uma imagem tão bem definida de um cenário futurista mas passível de se tornar real, contudo introduziram muitos elementos que acabaram “deturpando” um pouco o sentido do enredo. De todo modo, não deixo de recomendar a leitura, pois cada leitor tem uma experiência diferente com os títulos, e também porque eu gostei do livro, no fim das contas. Espero que os pontos “negativos” sejam trabalhados de forma melhor nos próximos livros!


Sobre o Grupo Editorial Record

Uma empresa 100% nacional: o maior conglomerado editorial da América Latina fala português. Com onze perfis diferenciados — Record, Bertrand Brasil, José Olympio, Civilização Brasileira, Rosa dos Tempos, Nova Era, Difel, BestSeller, Edições BestBolso, Galera e Galerinha — o objetivo é sempre trazer o que há de melhor para o leitor brasileiro.