Fleur de Lune

Resenha: Desperte a Diva que Existe em Você

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017


“Não adianta você mentir pra mim ou pra si mesma, tenho certeza de que você, assim como eu, já parou alguns minutos da sua vida insignificante pra preencher testes de revistas, testes online e aqueles caderninhos idiotas de enquete escolar que as amiguinhas inventavam em vez de estudar. Bom, este é o livro certo pra você, porque aqui eu reuni todos os tipos de testes possíveis e inimagináveis sobre a nossa vida”.

Sinopse: “Deboche, sarcasmo, ironia, diversão. Estas são as fórmulas que a Diva Depressão usa para tirar você, leitor que está perdido no mundo, na vida, e não sabe nem o que está fazendo na fila do pão, da mesmice. E, através de testes e outros jogos deste livro, a Diva lhe dará um belo tapa na cara para ver se você acorda, sai deste vestido bege que é um grande encosto na sua vida e brilha de uma vez. Afinal, dinheiro, sucesso, fama e glamour podem não ser para todos, mas é melhor saber agora do que alimentar falsas esperanças. Sua melhor amiga é uma Falsiane? Você será rica um dia? Seu boy está te traindo? Existe vida após a morte? Calma, miga, temos respostas para tudo! E se você não se achar depois deste livro, pelo menos vai garantir umas boas gargalhadas e uma dose a menos de rivotril...”.

Título: Desperte a Diva que Existe em Você.
Autores: Filipe Oliveira e Eduardo Camargo. 
Páginas: 335 páginas.
Editora: Fábrica 231.
ISBN: 978-85-68432-92-1.


“Este é o livro certo pra você ler e testar enquanto fica três horas no transporte público para ir e voltar do seu trabalho, pra você enrolar no meio do expediente, afinal, se a sua mesa for um pouco escondida do resto do povo do escritório, ninguém vai saber o que você tá fazendo. Esse é o livro certo pra te acompanhar em um fim de semana de preguiça e, até mesmo, juntar todas as amigas, afinal, tem coisa melhor do que rir, destilar veneno e falar merda junto de outras pessoas tontas como nós? CLARO QUE TEM: ficar rica. Mas como isso está mais difícil, podemos reduzir nossa felicidade a essas páginas”.

Algumas Impressões 

         Sabe quando você acompanha uma página ou mesmo uma pessoa na internet, mas mesmo assim não fazia ideia de que esta ia lançar / estava lançando / já tinha mandado para as livrarias, um título próprio? É a segunda vez que isso acontece comigo em pouco tempo, primeiro com o livro “Sensacionalista” (clique para ler a resenha), e agora com “Desperte a Diva que Existe em Você”, da página Diva Depressão (clique para acessar) – e que conta com mais de dois milhões de seguidores no Facebook. Contudo, este não é o primeiro livro da parceria entre os autores Eduardo Camargo e Felipe Oliveira, que, em 2015, lançaram “Amiga, deixa de ser trouxa” (Matrix). Ao contrário do primeiro livro, o objetivo deste título, que chegou por aqui através da parceria com a Editora Rocco  e publicado sobre o selo Fábrica 231, é promover uma volta aos tempos (seriam áureos?) dos testes de revistas como TodaTeen, Capricho e Atrevida – e não adianta nada negar que nunca preencheu nenhum, que sabemos que você já fez isso sim e muito. Contudo, com uma abordagem muito mais realista e divertida, abrangendo as mais diversas áreas: do autoconhecimento à amizade, do amor à vida profissional. A promessa, arriscada e potencialmente problemática, é fazer com que você finalmente entenda, e com clareza, qual o seu lugar no mundo – mesmo que ele não seja do jeito que você imaginava. Já começando a causar logo nas primeiras páginas, o livro faz uma brincadeira ainda no início, antes de qualquer coisa, para que você possa descobrir seu nome de diva. O meu? Marquesa Narcisa Silveira de Bittencourt. Respeito né mores?


“Se tem uma pessoa que você deve conhecer bem, acima do crush e das pessoas que você fuça a vida no Facebook ou qualquer outra coisa, essa pessoa é você mesma (...) Dizem que dentro de uma mulher existem várias outras mulheres e eu concordo com isso, acho que no meu estômago, por exemplo, deve ter umas três mulheres, porque, olha, a fome só não é maior que a vontade de ficar trilhardária (rica já sou) ”.

     Após uma breve introdução, o primeiro teste já visa descobrir uma das questões mais fundamentais nos dias de hoje, ou seja, “Quem é você na fila do pão”. Outros muito interessantes são “Que tipo de chata você é” e “Qual seu nível de estresse”, mas, para ser bem sincera, todos cumprem seu papel no quesito divertir e fazer com que – a exemplo de outros livros com proposta interativa - se esqueça dos problemas, dúvidas, dívidas, do crush não correspondido, aquele bolo de chocolate ou a espinha que nasceu bem na sua testa no dia daquele evento importante. O essencial é usar esta fonte preciosa de conhecimento para despertar a diva que existe dentro de você, o que acompanha doses cavalares de sarcasmo, ironia e claro, amor próprio. Cada teste vem com uma breve introdução no já conhecido tom de sarcasmo pelos fãs da Fanpage. Além dos desafios de perguntas com opção de múltipla escolha, há também caça-palavras, cruzadinhas e outras brincadeiras – dessas que você encontra facilmente naquele almanaque de férias da Turma da Mônica. Ideal para quem quer fazer uma viagem em busca de sua deusa interior ou apenas matar o tempo livre – ou nem tão livre assim, por sugestão do próprio título – fazendo algo diferente, com um tom irônico e irreverente, seja sozinha ou em grupo. Simples, compacto para você carregar na bolsa para todos os lados e, obviamente, elegante, mostra que diva que é diva não perde a classe, a pose e o glamour nem mesmo preenchendo testes para saber se o crush quer ou não ou se aquela miga é falsiane.



Sobre a Editora Rocco
Há mais de três décadas demonstrando sensibilidade para detectar as tendências do mercado, ousadia na difusão de novas ideias e agilidade de produção, a Rocco se orgulha por ser uma editora sólida e independente, capaz de se reinventar a cada dia para atender aos anseios do público brasileiro. Seus selos são: Rocco, Rocco Jovens Leitores, Rocco Digital, Bicicleta Amarela, Fábrica 231, Fantástica Rocco, Anfiteatro e Rocco Pequenos Leitores.

Dá o Play: O que eu estou ouvindo? #5

terça-feira, 17 de janeiro de 2017


          Olha aí a primeira postagem do ano da categoria “Dá o play”! Claro que com as festas de fim de ano e a virada para 2017, mais da metade da população foi bombardeada com músicas novas, tanto os lançamentos de artistas internacionais - como o maravilhoso do Ed Sheeran que finalmente voltou do hiato -, quanto os “hits do verão” que se tornam insuportáveis por tocarem em looping nas rádios, novelas, carros e caixas de som pelas ruas e comerciais – e nem sempre elas são boas (nem preciso dizer a qual música específica estou me referindo né? Pelo menos em mim, não deu onda nenhuma). Desde as duas últimas postagens de playlists, eu tenho dito que, além de contar com as listas aleatórias do Youtube, agora uso o Spotify para encontrar novos vícios musicais, e, logo neste início de 2017 tenho feito isso mais do que nunca. Tudo porque ganhei uma conta premium do aplicativo (eu ouvi um amém?), que, dentre outras coisas, me permite baixar as playlists para ouvir off-line, escutar qualquer música a qualquer hora, passar para a próxima na hora que eu quiser e me livrar das propagandas - que depois de um tempo realmente começam a dar nos nervos. É um daqueles apps simplesmente fantásticos que, depois que você começa a usar, se pergunta como pôde viver todo esse tempo sem ele. Sabe como é? Eu estou completamente viciada, montando um milhão de listas diferentes e baixando todas para não gastar o meu pobre 3g quando estiver fora do alcance do wifi. Inclusive, nestas férias o Spotify tem sido meu melhor amigo, já que estou viajando e na estrada o celular nunca tem sinal. De que outra maneira eu ia transformar minha vida em um videoclipe dentro do ônibus? Tudo fica melhor com trilha sonora, né non mores. 


         Para ser bem sincera, estou montando esta playlist desde dezembro, e, dependendo do dia em que você ler esta postagem, já posso ter adicionado várias outras músicas - então vale dar aquele follow amigo se você curtir a trilha sonora atual (Ah, e eu tenho outras playlists bem legais, então, vamos ser amigos). Ultimamente tenho me rendido às músicas em espanhol, como “Chantaje”, uma parceria da Shakira com o badalado Maluma, e “Malvada”, do J. Balvin (sabe aquelas músicas com um ritmo que dá vontade de parar tudo o que você está fazendo e começar a dançar?). As que estão tocando quase em repetição infinita têm ritmos variados, desde a parceria da Anitta com o Maluma (olha ele aí de novo), “Sim ou Não”, passando pela versão de “Crazy in Love” da Queen B para “Cinquenta Tons de Cinza” (que, aliás, não gosto nem do livro nem do filme, mas a trilha sonora é boa), até “I Got You” da Bebe Rexha, e claro, “Friends” e a nova e maravilhosa “Shape of You”, ambas do Ed Sheeran. Além disso, as eletrônicas também têm um espaço garantido, com “Would I Lie To You” (David Guetta, Cedric Gervais, Chris Willis) e “Dynamite” (Nause feat. Pretty Sister). E aí, curtiu a playlist? Também não consegue parar de ouvir uma ou todas essas músicas? Tem alguma para indicar? Conta aí nos comentários!

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Sessão Pipoca: Moana

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017


Sinopse: “Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família e o povo de sua ilha, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é. Acompanhada pelo lendário semideus Mauí, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo”. 

Título: Moana: Um mar de aventuras.
Duração: 1 hora e 47 minutos.
Direção: John Musker, Ron Clements.
Gênero: Animação
Lançamento: 05 de janeiro de 2017.

 

Algumas Impressões

         Desde pequena, tenho um carinho especial por animações, independentemente da produtora. E, mesmo com suas mensagens que, depois de crescida, passei a questionar, as princesas Disney fizeram parte de muitas das minhas brincadeiras de infância, onde eu frequentemente me imaginava como uma delas. Entretanto, fico feliz em ver que, a cada novo título, a produtora tem buscado mudar seus padrões, e que as meninas das novas gerações têm personagens fortes, independentes e empoderadas nas quais se inspirarem, como Mulan, do filme de mesmo nome, e Elsa, de Frozen. E agora, Moana chega às telas para mostrar que o momento atual da Walt Disney Pictures não poderia ser mais interessante. Especializada em filmes voltados “para a família” e mantendo aspectos mais “tradicionais” em suas produções ao longo dos muitos anos de trabalho, ultimamente a empresa tem ousado mais em alguns de seus lançamentos principais (a exemplo do já citado Frozen), combatendo preconceitos e dando destaque às minorias. Só para citar alguns exemplos, em Frozen temos uma protagonista forte, um personagem abertamente gay e a valorização do amor fraternal como foco central em detrimento do amoroso. Já em Star Wars: O Despertar da Força, a presença de uma protagonista empoderada e com poder de decisão – bem longe de ser alguém que precisa ser salva – também demonstra as mudanças que a produtora tem implantado. E com o longa de animação que chegou aos cinemas no dia cinco deste mês, a Disney dá mais um passo nesta caminhada pela mudança de padrões. Na trama, Moana é a filha do chefe de uma ilha na Oceania, que vive das coisas que a natureza pode oferecer, em perfeita harmonia com o meio. Seu destino é um dia assumir o posto de seu pai, mas, desde pequena, o mar exerce uma atração inexplicável sobre ela, como se a chamasse a explorar os limites do que a vista alcança. Mesmo descendendo de uma tribo de exploradores, nenhum habitante da ilha enfrenta mais as águas há anos, a não ser para pescar nos limites estabelecidos. Mas quando a grande escuridão se aproxima, Moana vê que seu destino e o de seu povo estão intrinsecamente ligados à sua paixão com o mar.


          Uma das principais características que confere a Moana um lugar único no hall de produções da Disney é o fato de que ela é a primeira personagem feminina central sem nenhum par romântico, e, longe de ser uma princesa - e mesmo sendo a “filha do chefe” -, o título não confere a ela nenhuma “aura diferenciada”, o que é muito bem-vindo no decorrer da narrativa. Moana também se destaca pela forma que sua história é construída e retratada, principalmente nos primeiros momentos, trazendo várias referências à cultura Polinésia, como citações às suas crenças e modos de vida – criando o background perfeito para a trama que se desenrola em sua pouco mais de uma hora e meia de duração. No que concerne à construção da protagonista, que cede o nome ao filme, ela retrata uma personagem que poucas vezes foi vista nas telas – principalmente em animações -, com doses extras de coragem e determinação, o que a torna dona de si mesma e um excelente ícone no qual o público feminino de todas as idades pode se espelhar, desprovida de preconceitos (olha esse #girlpower). Para além disto, Moana vem como um musical, que vai do formato High School Musical (onde as pessoas começam a dançar e a cantar do nada, interrompendo qualquer atividade que estejam desempenhando), até um mais sutil e contemporâneo, modificando a forma como as canções são apresentadas (frequentemente solos ou duetos) e utilizando do humor em alguns momentos, uma transição bem explícita não só nas canções mas também no enredo como um todo a partir do momento que o semideus Mauí entra em cena (que faz as vias de um “alívio cômico” em determinados momentos). O personagem inclusive me lembrou muito o gênio de Aladdin, com sua presença exagerada e a “modéstia”. Com uma animação impecável e cenas de tirar o fôlego – e que de quebra ainda fazem referência a outras animações, tais como Hércules e A Pequena Sereia (dirigidos pela mesma dupla de diretores) -, o filme conquista a atenção e o carinho do expectador das diferentes faixas etárias. Cativante e divertida, vale a pena conferir esta animação não só pelo que ela representa dentro da própria produtora, mas por suas mensagens intrínsecas e implícitas sobre o respeito e a difícil jornada de descobrir quem somos, qual a nossa missão e nosso lugar no mundo.

P.S. Ouça a trilha sonora (clique aqui). Tenho certeza de que não vai se arrepender, pois está maravilhosa!


Resenha: Em Um Bosque Muito Escuro

domingo, 15 de janeiro de 2017


“Estou correndo. Corro em um bosque iluminado pelo luar, com galhos rasgando minha roupa e prendendo os pés nas folhagens rasteiras amassadas pela neve. Espinhos ferem minhas mãos. Minha respiração queima a garganta. Dói. Tudo dói. Mas é o que faço. Correr. Vou conseguir. Sempre que corro tenho um mantra na cabeça. O tempo que quero marcar ou as frustrações que jogo para fora na pista. Mas dessa vez só uma palavra, um pensamento, está martelando dentro de mim”. 

Sinopse: “Alguém irá se casar. Alguém será assassinado. Leonora, conhecida por alguns como Lee e por outros como Nora, é uma reclusa escritora de romances policiais que não sai de seu apartamento a menos que seja absolutamente necessário. Mas quando Clare, uma amiga de escola de quem ela perdera contato há anos, a convida para comemorar sua despedida de solteira em um fim de semana numa estranha casa envidraçada no interior da Inglaterra, ela decide abrir uma exceção. Quarenta e oito horas depois, Lee (ou seria Nora?) desperta em um quarto de hospital com a devastadora certeza de que alguém está morto. Mais do que se perguntar o que aconteceu, ela precisa descobrir o que fez. Para encontrar a resposta, Nora (ou seria Lee?) deve revisitar uma parte de si que ela preferia manter enterrada onde sempre esteve: no passado”.

Título: Em Um Bosque Muito Escuro.
Autora: Ruth Ware.
Páginas: 286 páginas.
Editora: Rocco. 
ISBN: 978-85-325-3038-7.


“Novembro chegou numa velocidade assustadora. Fiz o melhor que pude para empurrar aquela coisa toda para o fundo do cérebro e me concentrar no trabalho, mas foi ficando cada vez mais difícil à medida que o fim de semana se aproximava. Percorria rotas mais longas na corrida, procurando me cansar ao máximo antes de dormir, mas assim que encostava a cabeça no travesseiro os murmúrios começavam. Dez anos. Depois de tudo o que aconteceu. Será que aquilo era um erro enorme? ”.

Algumas Impressões 

         É necessário começar esta resenha dizendo que não costumo ler nada dos gêneros de romance policial, crime, espionagem e investigação. Isso porque, há dois anos, um livro com estas temáticas me frustrou a tal ponto que passei a evitar qualquer um que pudesse ser remotamente semelhante (e para efeito de conhecimento, ele se chama “A Farsa”). Inúmeras pessoas já me indicaram autoras brilhantes como Agatha Christie, mas, mesmo com tantas opiniões positivas, eu ainda relutava em pegar algo deste tipo para ler. Contudo, apesar dos pesares, foi com Ruth Ware que descobri como vale à pena dar uma segunda chance a algo que você achava não gostar. Com suas quase trezentas páginas, “Em Um Bosque Muito Escuro” me prendeu de tal modo em sua narrativa tensa e misteriosa que, quando dei por mim, já estava no último capítulo – e isso após apenas dois dias de leitura intensa. A experiência de leitura foi semelhante à quando li meu primeiro livro de Gillian Flynn, “Garota Exemplar”, e, por mais que a trama de Ware guarde uma abordagem totalmente diferente, o estilo de narrativa preserva algumas semelhanças com o de Flynn. Acima de tudo, o enredo, que tem como protagonista uma reclusa escritora de romances policiais que busca a todo custo esquecer seu passado, traz uma análise profunda sobre os jogos de poder e a toxidade de algumas amizades femininas, além de discutir a dissimulação inerente aos seres humanos e até que ponto se pode chegar pela manutenção de um status quo.


“Na minha imaginação, Clare balançou a cabeça, pedindo que eu fosse paciente, que esperasse. Clare sempre gostou de segredos. Seu passatempo favorito era descobrir alguma coisa sobre você e dar indiretas. Não era sair espalhando. Era só fazer referências veladas em conversas, referências de coisas que só você e ela entendiam. Referências para você saber que ela sabia”.

          Dez anos haviam se passado desde que Leonora (antes Lee, agora Nora), deixara a cidade onde cresceu e cortara relações com todos que conhecia com o único objetivo de esquecer o que ali vivera. Mudou-se para Londres, cursou a universidade e se tornou uma escritora razoavelmente bem-sucedida de romances policiais. E agora, o passado batia à sua porta através de um convite para a despedida de solteira de Clare, que fora sua melhor amiga desde os cinco anos, mas com quem não tinha contado desde os dezesseis, quando deixara sua antiga cidade. Dividida e, acima de tudo, questionando-se fortemente sobre o porquê desta tentativa de reaproximação, ela resolve ceder à curiosidade e aceita passar o fim de semana em uma estranha casa de vidro na floresta numa cidade do interior da Inglaterra. Quarenta e oito horas depois, Nora acorda em um quarto de hospital, ferida e sem conseguir se lembrar do que aconteceu, do que ela havia feito – ou não. Sua única e assustadora certeza é de que alguém está morto. Na tentativa de relembrar os acontecimentos, as lembranças confusas e repletas de lacunas a aterrorizam, e ela terá de ir até o fim para sanar suas dúvidas e descobrir o que de fato se desenrolou naquela misteriosa casa na floresta. Quando passado e presente se misturam dando origem a uma combinação perigosa e potencialmente letal, é preciso revisitar os próprios fantasmas, pois determinadas coisas que não podem ser mantidas em segredo para sempre.



Sobre a Editora Rocco
Há mais de três décadas demonstrando sensibilidade para detectar as tendências do mercado, ousadia na difusão de novas ideias e agilidade de produção, a Rocco se orgulha por ser uma editora sólida e independente, capaz de se reinventar a cada dia para atender aos anseios do público brasileiro. Seus selos são: Rocco, Rocco Jovens Leitores, Rocco Digital, Bicicleta Amarela, Fábrica 231, Fantástica Rocco, Anfiteatro e Rocco Pequenos Leitores.