Fleur de Lune

Resenha: The Kiss of Deception (Crônicas de Amor e Ódio - Volume I)

segunda-feira, 27 de junho de 2016


"Aquele era o dia em que mil sonhos morreriam e um único sonho nasceria. O vento sabia. Era o primeiro dia de verão, mas rajadas de vento frio atingiam a cidadela no topo da colina com tanta ferocidade quanto o mais intenso inverso, chacoalhando as janelas com maldições serpenteando através de corredores gelados, como avisos sussurrados. Não havia como escapar do que estava por vir".

     Sinopse: A força feminina é a grande estrela neste romance de Mary E. Pearson. Tudo parecia perfeito, um verdadeiro conto de fadas - menos para a protagonista dessa história. Morrighan é um reino imerso em tradições e deveres, e a Primeira Filha da Casa Real, uma garota de 17 anos chamada Lia, decidiu fugir de um casamento arranjado que supostamente selaria a paz entre dois reinos. O jovem príncipe escolhido se vê então obrigado a atravessar o continente para encontrá-la a qualquer custo. Mas essa se torna também a missão de um temido assassino. Quem a encontrará primeiro? O primeiro volume das Crônicas de Amor e Ódio evoca culturas do nosso mundo e as transpõe de forma magnífica. Através de uma escrita apaixonante e uma convincente narrativa, o romance de Pearson é capaz de nos fazer repensar todos os estereótipos aos quais estamos condicionados. É um livro sobre a importância do amor e como ele pode nos enganar, e de uma protagonista em busca de seu verdadeiro destino e da liberdade a qualquer custo. 

Título: The Kiss of Deception.
Autor: Mary E. Person.
Páginas: 492 páginas.
Editora: Dark Side Books.
ISBN: 9788566636864.


"Porque eu estava indo? Qual era o propósito disso se eu não a traria de volta nem falaria com ela? Eu sabia que esses pensamentos estavam rodopiando na cabeça de Sven, mas não era o que ele havia imaginado. Eu não estava com raiva porque a Princesa pensara em escapulir antes de mim. Havia muito tempo que eu tinha pensado nisso, logo que o casamento fora proposto pelo meu pai [...] Eu estava com raiva porque ela teve a coragem de fazer o que eu não tive coragem de fazer! Quem era essa menina que metia o nariz entre dois reinos e fazia o que desejava? Eu queria saber!"

Algumas Impressões 

   Assim que a editora Dark Side Books anunciou que estava procurando novos parceiros, logo inscrevi o Fleur na seleção, e, depois de muita expectativa e ansiedade pelo resultado (já que eu sou fã de carteirinha dessa caveirinha maravilhosa), recebi um e-mail informando que infelizmente o blog não tinha sido escolhido como parceiro fixo, mas que eu poderia ser convidada a participar de ações promocionais, envolvendo livros incríveis do tipo "todos precisam ler" que eles estivessem lançando. E, mesmo não entrando nesse hall de parceiros disputadíssimo, fiquei muito feliz pela oportunidade! Então imagina a minha felicidade quando The Kiss of Deception chegou aqui na redação (vulgo meu home office), todo embrulhadinho e cheiroso, com flores e uma embalagem mais do que linda!


     O primeiro volume da trilogia denominada Crônicas de Amor e Ódio conta a história da Primeira Filha da Casa Real do Reino de Morrighan, a Princesa Arabella Celestine Idris Jezelia (ufa!), que prefere ser chamada simplesmente de Lia. A jovem de dezessete anos não se encaixa nos padrões determinados pela realeza, e também não está disposta a seguir as tradições. O grande problema é que Morrighan é um reino regido e norteado por inúmeras tradições, que vêm sendo seguidas à risca por todos os seus antepassados. A narrativa tem início no dia do casamento de Lia, que, com a desculpa de que o matrimônio selaria a paz entre dois reinos, se vê obrigada a casar com um príncipe do reino vizinho, Dalbreck. Mas, teimosa do jeito que é, não está disposta a aceitar isto de bom grado. Contando com a ajuda de sua dama de companhia, Pauline, Lia foge antes que a cerimônia tenha início. O destino: a cidade alegre, colorida e completamente diferente daquela em que cresceu, Terravin, um lugar onde espera poder viver uma vida normal, longe dos luxos da realeza e onde quer ser, enfim, capaz de controlar o próprio destino. Mas fugir das tradições não é uma tarefa fácil. Deixado para trás no dia do casamento, o Príncipe de Dalbreck se vê então obrigado a partir atrás da garota, mas não é o único a ter esta ideia, pois, a mando do Regente do Reino de Venda, um assassino muito perigoso também segue o rastro de Lia, além dos soldados de seu próprio pai. Assim que li os primeiros capítulos da história, narrada a maior parte do tempo pela própria Lia, mas com capítulos dedicados também ao ponto de vista do "Príncipe" e do "Assassino", várias perguntas me vieram à mente sobre como a autora conduziria a narrativa, mas uma em especial me chamava a atenção: caso ela encontrasse os dois, como saberia quem são, e, o mais importante, quem é o príncipe e quem é o assassino? (e mais, por qual dos dois ela se apaixonaria, se é que faria isso).


"[...] A fuga dela é a má sorte deles e a nossa boa fortuna. Entrar sorrateiramente, sair sorrateiramente: nossa especialidade. Se você conseguir fazer com que isso pareça obra de Dalbreck, melhor ainda. Eu sei que você realizará seus deveres, isso é algo que você sempre faz. Sim, eu sempre cumpri com meus deveres".
       É uma trama que, assim como entrega a sinopse, discute sobre a força feminina e a capacidade de tomar as próprias decisões, controlar o próprio destino rompendo com as amarras das tradições que por tanto tempo regiram a vida das Primeiras Filhas (que eu julgo ser uma alusão à condição das mulheres em geral). Mary E. Person criou uma fantasia muito bem construída, um mundo complexo e intrincado bem como O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien e Game of Thrones, de George R. R. Martin, mas que mantém sua originalidade através de uma escrita fluída e também poética, repleta de referências. Tanto os Reinos, em suas configurações políticas e sociais e suas inúmeras tradições, quanto o conceito de Dom trazido na história... Cada detalhe é bem desenvolvido pela autora, e inserido no tempo exato, permitindo que o leitor consiga de fato emergir no universo de KoD. Por mais que, através das inúmeras teorias que formulei ao longo das páginas, o plot já fosse esperado por mim, a história me deixou completamente sem fôlego, incapaz de largar as páginas, com o anseio de chegar logo ao desfecho. E posso afirmar sem medo que The Kiss of Deception é uma das minhas leituras favoritas do ano. Se você está prestes a embarcar neste romance, uma dica que dou é prestar atenção aos trechos que estão entre os capítulos. É um livro cheio de tramas, mas que ressalta a conquista pela liberdade e o amadurecimento, e preço que se paga por isso. E lembre-se: o amor pode surgir tanto dos mais inesperados lugares e situações, quanto do lugar comum, onde já esperamos encontrá-lo. Mas nem tudo é o que parece ser.

Já conhece o Selo Dark Love? 


     Eu sou fã da Caveirinha e de seus livros maravilhosos de terror, isso não é segredo, mas através deste título descobri um novo selo da editora para amar (literalmente), o Dark Love! Ele é dedicado exclusivamente a publicação de livros mais "amorzinho", que, ao invés de matar os leitores de susto, prometem ainda matar, mas de amores. Essa linha, que possui títulos como Em Algum Lugar nas Estrelas, A Menina Submersa e A Noiva Fantasma, sabe combinar sensibilidade com a atitude própria dos livros da Dark Side, além da fantasia e claro, do terror. As histórias são escritas por mulheres, mas não necessariamente apenas para mulheres, uma vez que têm como proposta agradar diferentes tipos de público, explorando culturas e épocas diferentes das nossas.  Já estou louca para ler outros títulos, e além dos três que já citei, o desejo do momento é O Circo Mecânico Tresaulti, que saiu em uma edição limitada simplesmente maravilhosa! Para saber mais sobre os livros do selo Dark Love é só visitar o site da caveirinha (clique aqui para conhecer)!

Sobre a DarkSide

"Fazemos questão de publicar as histórias que amamos. Algumas viraram filmes, games ou lendas urbanas, mas todas reservam experiências únicas em suas páginas. Edições numeradas de colecionador. Seguindo o padrão quase psicopata de qualidade, cada livro Darkside tem que ser precioso no texto, na capa e no design. Então leia, releia, baixe, divulgue, colecione. No que depender de todos nós, Darksiders, o livro vai continuar mais vivo do que nunca".


Resenha: Anna Vestida de Sangue

sexta-feira, 24 de junho de 2016


"Thunder Bay, Ontário, é o nosso destino. Estou indo lá para matá-la. Anna. Anna Korlov. Anna Vestida de Sangue". 

    Sinopse: Cas Lowood herdou uma vocação incomum: ele caça e mata os mortos. Seu pai fazia o mesmo antes dele, até ser barbaramente assassinado por um dos fantasmas que perseguia. Agora, armado com o misterioso punhal de seu pai, Cas viaja pelo país com sua mãe bruxa e seu gato farejador de espíritos. Juntos eles vão atrás de lendas e folclores locais, tentando rastrear os sanguinários fantasmas e afastar distrações, como amigos e o futuro. Quando eles chegam a uma nova cidade em busca do fantasma que os habitantes locais chamam de Anna Vestida de Sangue, Cas espera o de sempre: perseguir, caçar, matar. Mas o que ele encontra é uma garota envolta em maldições e fúria, um espírito fascinante, como ele nunca viu. Ela ainda usa o vestido com que estava no dia em que foi brutalmente assassinada, em 1958: branco, manchado de vermelho e pingando sangue. Desde então, Anna matou todas as pessoas que ousaram entrar na casa vitoriana que ela habita. Mas, por alguma razão, ela poupou a vida de Cas. Agora ele precisa desvendar diversos mistérios, entre eles: Porque Anna é tão diferente de todos os outros fantasmas que Cas já perseguiu? E o que o faz arriscar a própria vida para tentar falar com ela novamente?

Título: Anna Vestida de Sangue
Autor: Kendare Blake.
Páginas: 252 páginas.
Editora: Verus Editora (Grupo Editorial Record).
ISBN: 978857686443-1.


"Ao longo da vida, estive em muitos lugares. Lugares sombrios onde coisas deram errado. Lugares sinistros onde coisas ainda estão erradas. Sempre detesto as cidades banhadas de sol, cheias de condomínios novos com garagens para dois carros em tons bege-claro, cercadas por gramados verdes e fervilhando de crianças risonhas. Essas cidades não são menos assombradas que as outras. Apenas mentem melhor. Gosto mais de chegar a um lugar como este, onde o cheiro de morte é trazido a você a cada respiração". 

Algumas Impressões 

      Sabe aquela velha frase clichê do tipo “quando eu comecei a ler este livro tinha outra impressão dele, mas, no decorrer da leitura, tudo mudou”? Foi exatamente assim que me senti em relação à Anna Vestida de Sangue, da autora Kendare Blake. Eu nunca tinha ouvido falar da autora e também não conhecia nada sobre o enredo, até que, assistindo a um vídeo do Geek Freak sobre livros que seriam lançados e que ele gostaria de ler (clique para assistir também), fiquei louca de curiosidade para ler também. Então imagine a felicidade quando o título veio como opção dentre os pedidos da parceria com o Grupo Editorial Record! (Ha, só para constar, nos últimos meses eu demorei mais do que o normal para concluir minhas leituras, tudo por conta do meu trabalho de conclusão de curso. Mas agora, com o fim da saga da monografia e a minha formatura (é dia 05 de julho!), tudo vai voltar ao normal viu? Talvez role até BEDA em agosto!) Bom, para começo de conversa não consigo me lembrar de já ter lido uma história como essa, o que, logo de cara já é algo que conta muito, mas muito a favor deste livro, uma vez que conquista pela originalidade do enredo. Com uma trama voltada completamente para o sobrenatural e seus inúmeros mistérios, a narrativa é direta e fluída, onde os fatos se desenrolam através do ponto de vista do personagem protagonista, Cas Lowood. Ele, assim como seu pai, o pai de seu pai e os demais antepassados, é um caçador profissional de fantasmas, responsável por dar um fim à existência deles em nosso plano e impedir que continuem matando pessoas da mesma forma que foram mortos / morreram. 


"É engraçado o que acontece com fantasmas. Eles podem ter sido normais - ou quase - enquanto estavam respirando, mas, assim que morrem, se tornam obsessivos típicos. Ficam fixados no que lhes aconteceu e se aprisionam no pior momento. Nada mais existe em seu mundo a não ser a lâmina daquela faca, ou a sensação daquelas mãos em sua garganta. Eles têm o hábito de expressar essas coisas, geralmente por demonstração. Se você conhece a história deles, não é difícil prever o que vão fazer".

       Theseus Cassio, o Cas, é um personagem complexo ao mesmo tempo em que se mostra simples (além de ter um nome super legal, vamos combinar), e Anna me desafiou a amá-la e odiá-la ao mesmo tempo em que criava diversas teorias para o que afinal teria acontecido com ela para que seu fantasma fosse tão diferente e poderoso, uma ameaça sem igual, que Cas nunca antes havia enfrentado. Além da trama principal - que se desenrola entre Cas e Anna - pelo menos duas outras subtramas se fazem presentes ao longo da narrativa, o que acaba provocando uma reviravolta simplesmente surpreendente nos capítulos finais. Isso sem falar no desfecho, que aguça a curiosidade do leitor por uma possível continuação e muda completamente a concepção que este possui de quase todos os personagens envolvidos na história (principalmente no que diz respeito à Anna). Basta dizer que, de todas as teorias que fui formulando ao longo da leitura, nenhuma delas sequer se aproximava do que a autora tinha preparado. Seja você alguém apaixonado por história de fantasmas e o sobrenatural em geral (eu ouvi alguém dizer Supernatural? Ghostbusters? Alguém?), ou até o mais medroso dos leitores, tenho certeza que Anna Vestida de Sangue vai te conquistar de alguma forma (seja pelo terror ou até mesmo pelo... Pensando bem, acho melhor você descobrir por si mesmo). Favoritado e recomendado!


Sobre o Grupo Editorial Record

Uma empresa 100% nacional: o maior conglomerado editorial da América Latina fala português. Com onze perfis diferenciados — Record, Bertrand Brasil, José Olympio, Civilização Brasileira, Rosa dos Tempos, Nova Era, Difel, BestSeller, Edições BestBolso, Galera e Galerinha — o objetivo é sempre trazer o que há de melhor para o leitor brasileiro.


Missão Home Office: Um Móvel de Design para Chamar de Meu

terça-feira, 21 de junho de 2016


      Nos últimos tempos, com a maratona do trabalho de conclusão de curso e o emprego novo, alguns projetos tiveram que ser deixados de lado, porque 1) eu invento mil coisas para fazer ao mesmo tempo e 2) sinceramente, eu não estava dando conta! O blog ficou quase duas longas semanas sem postagens, a produção dos meus convites de formatura (sobre os quais ainda vou fazer uma postagem especial, mas tem spoiler no instagram) teve que sofrer uma pausa e a Missão Home Office não conseguiu escapar dessa. Nas postagens anteriores sobre este projeto, eu disse que a etapa atual ia demorar um pouco mais que as anteriores, justamente por ser a dos móveis / decoração. Ano passado eu ganhei uma estante de doze nichos que já está completamente cheia, o que me leva a ter que comprar outra muito em breve (pra ontem seria ótimo). Estava em busca de uma mesa bacana para o computador e também uma cadeira, mas estes itens têm se mostrado mais caros do que eu esperava. Então voltei minha atenção para os "mini racks". Faz tempo que estou procurando um móvel legal para colocar os DVDs, já que a televisão está na parede, mas os valores também começaram a sair totalmente do meu orçamento. Com a onda dos móveis de design, os modelos que eu gostava estavam saindo de 300 a 400 reais! Eu já estava desistindo da ideia quando iniciamos uma limpeza na garagem do meu emprego (estamos em obras) e vários pedaços de madeira revestida sem uso foram encontrados, incluindo pedaços de uma madeira linda, com revestimento amarelo brilhante, ainda no plástico. Como sou metida a tentar várias coisas, e marcenaria é uma delas, resolvi que eu mesma faria meu (próprio) móvel de design. 

Dois dos modelos de inspiração (acabou saindo completamente diferente, mas ok).

     Claro que a primeira coisa a fazer foi procurar meu velho amigo Pinterest em busca de inspirações né? Depois de salvar as fotos do que melhor se encaixavam no que eu estava querendo, além é claro do que era possível fazer com o material que tinha em mãos, fiz um rascunho à lápis do móvel, que, a despeito da minha total falta de habilidade para o desenho, foi o que me norteou na hora do corte da madeira e da montagem em si. Com o desenho pronto, marquei as madeiras e pedi para o pedreiro aqui do job cortar para mim com a máquina, tanto a parte do móvel em si quanto os pés. Falando neles, os pés foram um desafio particularmente complicado para mim, uma vez que eu queria algo que fosse bonito ao mesmo tempo em que fosse possível. E minhas ideias não eram possíveis! Mas mesmo levando as peças já cortadas para casa tive que fazer ajustes com a serra de mão e também a lixa. Os materiais utilizados foram basicamente os pedaços de madeira amarela (não sei o tamanho exato pois esqueci de medir antes), lixa 120, serra de mão para corte de madeira, pregos de 7 cm e meio, martelo e cola Tekbond para madeira, além de régua, lápis e verniz de artesanato para o acabamento.

Inicialmente planejei duas divisórias, mas optei por tirar a de cima no decorrer da montagem. 

       Bom, como já dito, o primeiro passo foi desenhar o móvel, incluindo os pés. Tentei várias opções até encontrar uma que se encaixava nas minhas possibilidades de material (tábuas brancas de madeira maciça com revestimento branco), mas acabei ficando satisfeita com o resultado final. Depois desenhei nas tábuas, marcando o corte. A terceira etapa foi a montagem, e esta foi a mais demorada, pois tive de analisar a melhor forma de unir as partes para que ele simplesmente não se desmontasse assim que eu colocasse alguma coisa. Optei por pregar na base, no caso o fundo, as tábuas laterais, e também a inferior. Já a prateleira interna, a divisória e a parte superior, colei com a Tekbond para madeira. Se você nunca utilizou esta cola, o processo é bem simples, passar e fixar. Mas cuidado! Muita atenção na hora de colar, pois se você por um acaso colar na posição errada não vai consegueir retirar sem danificar as peças, porque ela é muito forte e seca na velocidade da luz! (além de esquentar um pouco). Feito isso, lixei algumas imperfeições das superfícies, limpei e parti para o acabamento. Como a madeira já era revestida de amarelo, com material brilhante por fora e fosco por dentro, só precisei envernizar as partes de madeira crua, o que particularmente deu um toque rústico e super moderno - vulgo conceitual, porque eu adoro essa palavra - para o meu "mini rack".

 
 

       Os pés foram montados através de uma base com quatro cortes transversais e quatro tábuas de encaixe, de modo que duas fiquem de cada lado, dando sustentação de ambos os lados. Para ficar mais claro, depois de montada, a peça ficou parecendo um banquinho. Para fixar no móvel em si, usei a cola Tekbond. Depois foi só limpar mais uma vez e colocar no lugar no home office! Agora só falta recomeçar a busca pela mesa do computador e comprar outra estante. Mas as coisas são assim mesmo, aos poucos tudo vai se ajeitando e ficando da forma como planejei. E aí, gostou? Porque eu amei! Se você chegou agora e não sabe que projeto é esse, aproveita para ler as outras postagens: Home Office: A Missão (feat. Como eu Pintei as Paredes), Missão Home Office: Quadros com Pranchetas, Missão Home Office: Criado Mudo e Missão Home Office: O que há de novo?. Ha, e se tiver alguma sugestão, é só deixar nos comentários!

Resenha: Depois de Você

sexta-feira, 17 de junho de 2016


"Eu mal conseguia dizer o nome de Will. Ouvindo histórias sobre relações familiares, os casamentos de trinta anos, as casas, vidas e filhos compartilhados, eu me sentia uma fraude. Eu havia sido cuidadora de alguém durante seis meses. Eu o amei e o vi pôr fim à própria vida. Como é que essas pessoas desconhecidas poderiam entender o que Will e eu havíamos significado um para o outro durante esse tempo? Como eu poderia explicar que tínhamos nos entendido muito depressa, que compartilhávamos piadas simples, verdades bruscas e segredos sinceros? De que maneira eu poderia relatar que aqueles poucos meses haviam mudado a forma como eu me sentia em relação a tudo? Que ele modificara tão completamente meu mundo que nada mais fazia sentido sem ele?"

Pode conter spoiler do livro anterior.

      Sinopse: Lou Clark tem muitas perguntas. Por que acabou indo trabalhar no bar de um aeroporto, onde passa o expediente inteiro observando outras pessoas voarem para novos lugares? Por que o apartamento onde mora há um ano ainda não parece um lar? A família será capaz de perdoá-la pelo que ela fez dezoito meses antes? Algum dia ela vai superar ter perdido o amor de sua vida? Mas o que Lou sabe com certeza é que as coisas precisam mudar. Até que, certa noite, uma pessoa desconhecida bate à sua porta. Será que ela tem as respostas que Lou procura... ou apenas mais perguntas? Se Lou fechar a porta, a vida vai continuar igual: simples, ordenada, segura. Se abrir, estará arriscando tudo. Lou prometeu que continuaria viva. E se vai cumprir isso, terá que convidar essa pessoa a entrar...

Título: Depois de Você.
Autor: Jojo Moyes.
Páginas: 320 páginas.
Editora: Intrínseca.
ISBN: 9788580578645


"Ao olhar para trás, percebo que fiquei um pouco atordoada nos primeiros nove meses após a morte de Will. Fui direto para Paris e simplesmente não voltei para casa, eufórica com a liberdade, com os desejos que Will despertara em mim [...] Naqueles primeiros meses, parecia que eu estava em carne viva: eu sentia tudo com mais intensidade. Acordava rindo ou chorando, enxergava todas as coisas como se um filtro tivesse sido removido".

Algumas Impressões 

        Quer hora melhor para lançar a resenha desta continuação maravilhosa do que o dia seguinte em que a adaptação da história do primeiro livro chegou finalmente aos cinemas? Eu estava muito ansiosa para liberar esta resenha, mas quis esperar por este momento mágico, meio que como uma forma de marcá-lo, e despertar ainda mais a curiosidade daqueles que ainda não conheciam a trama criada por Jojo Moyes. Bom, antes de falar sobre o livro, só para efeito de conhecimento das pessoas lindas que acompanham este espaço e me aguentaram falando sobre o assunto sem parar: apresentei o trabalho de conclusão de curso / monografia, falei quarenta minutos sem parar e tirei cem com louvor! Ha, e um monte de gente foi até lá ouvir sobre o meu, o seu, o nosso Capitão América!  Agora, voltando aos trabalhos, que eu não sou a maior fã do mundo de romances quem acompanha o Fleur já sabe, mas as parcerias têm mudado minha perspectiva acerca das histórias mais "amorzinho" e "açucaradas". Acontece que apesar de se caracterizar como um romance, a obra de Jojo quase acabou comigo. Como eu Era Antes de Você (clique para ler a resenha), foi um livro que me marcou profundamente, e que me fez passar por uma baita depressão pós livro, da qual eu pensei que nunca mais ia me recuperar. Para citar Harry Potter, foi como se toda a felicidade tivesse sido sugada para algum lugar e eu nunca mais fosse ser feliz de novo. Ok, estou sendo dramática, mas foi mais ou menos isso mesmo. Quando soube que o livro tinha uma continuação, Depois de Você, fiquei com receio de que o ritmo da trama declinasse, e que o segundo livro fosse algo completamente diferente do primeiro, em suma, fiquei com medo de que ele fosse ruim e eu odiasse, tendo em vista que realmente gostei do outro (no top de 2016, ele está dentro com toda certeza). Mas a autora me surpreendeu de formas que não sei explicar. Trabalhando com o luto de uma forma delicada, demonstrando como as pessoas podem nos marcar e afetar o resto de nossas vidas, inclusive nossas escolhas e inclinações, trazendo à tona revelações bombásticas que causam tremendas reviravoltas, falando sobre crescimento pessoal e superação e até mesmo sobre feminismo, Depois de Você conquista pelo sentido ambíguo: ao mesmo tempo que é complexo em todas as suas particularidades, é cheio de simplicidade e lições valiosas sobre as diferentes experiências pelas quais passamos e o que afinal elas têm a nos ensinar. 

Sobre a Intrínseca 

Uma editora jovem, não só na idade – afinal foi fundada em dezembro de 2003 – mas no espírito inovador de optar pela publicação de ficção e não ficção priorizando a qualidade, e não a quantidade de lançamentos. Essa é a marca da Intrínseca, cujo catálogo reúne títulos cuidadosamente selecionados, dotados de uma vocação rara: conjugar valor literário e sucesso comercial.