Fleur de Lune

Mermaid Coordinate (Carnaval)

domingo, 19 de fevereiro de 2017


           Desde a infância eu já convivia e admirava estas criaturas fantásticas através das histórias que lia e assistia, mas foi só na adolescência que comecei a pesquisar sobre Criptozoologia, que é o estudo de espécies animais consideradas lendárias, mitológicas e hipotéticas (ou ainda as avistadas por poucas pessoas). Essa pseudo ciência (uma vez que baseia-se em evidências anedóticas, histórias e avistamentos) busca relacionar o ponto de vista biológico com o antropológico, cruzando referências através de relatos e mitos de diferentes culturas sobre animais extintos ou desconhecidos, e o termo que dá nome ao estudo vem das expressões cripto - (do grego, kryptós, é, ón 'oculto') e zoologia, que é o ramo da ciência que estuda especificamente os animais. Alguns ramos da criptozoologia desafiam a lógica científica, entretanto, há exemplos que comprovam sua credibilidade, como a lula-gigante, o celacanto, o ornitorrinco e o dragão-de-komodo, animais reais que por muito tempo foram considerados fantasias. E é exatamente este ramo da ciência que estuda duas das minhas criaturas favoritas: os unicórnios (como já era de se esperar, afinal, olha esse blog!) e as sereias. Na mitologia grega, elas são seres metade mulher e metade peixe capazes de atrair e encantar aqueles que ouvem seu canto. Nas histórias, os marinheiros que eram atraídos pelo canto e se aproximavam o bastante para ouvi-lo acabavam naufragando. Sua origem possui muitas teorias, uma vez que no geral são consideradas filhas do deus rio Aqueloo com a musa Melpôneme, ou de Gaia, já que Homero afirmou que elas eram capazes de prever o futuro. Há muitos mitos que afirmam que elas seriam mulheres que ofenderam a deusa Afrodite de alguma forma e que, como castigo, foram viver em uma ilha isolada. Em outros, conta-se que elas eram companheiras de Perséfone, filha de Zeus e Deméter, que foi raptada por Hades. Já na literatura moderna, as sereias inspiraram poemas e obras como "O Silêncio das Sereias" (Kafka, 1917) e "A História da Sereia" (E. M. Forster, 1947), mas aposto que você as conheceu principalmente através de produções cinematográficas como "A Pequena Sereia" (Disney, 1989) e "Aquamarine" (2006), não é mesmo?! 


           Já fazia um tempo que queria tentar esta maquiagem, mas 1) não tenho talento nenhum para isso e 2) não sabia onde usar. Mas eis que o carnaval está batendo à porta, e aqui na cidade acontece anualmente o bloco de rua "Trupico do Lalá", em um bairro chamado Ilha dos Araújos. Por mais que eu já more aqui há alguns anos, nunca tinha tido a oportunidade de participar (por desânimo ou falta de companhia), mas como 2017 já começou diferente em vários aspectos, minhas amigas me convidaram para ir, e, ainda por cima, todas fantasiadas (muita animação). Como em janeiro viajei para a praia, trouxe uma quantidade considerável de conchas para projetos da categoria "Como eu Fiz", e, com a deixa do evento, aproveitei para confeccionar uma coroa de sereia dessas que já vi tantas vezes no Pinterest ou em postagens do Sereismo (clique para acessar) - e que são absolutamente maravilhosas. Com o acessório pronto, foi só escolher um bom tutorial (usei o da Niina Secrets, clique para assistir), pedir socorro para a amiga que entende de maquiagem (agradeço demais Érica!), aplicar bastante brilho e cair na folia! E ai, curtiu? Que tal tentar também? Ah, ainda vou postar o "Como eu Fiz" dessa coroa, é só curtir a fanpage para ficar por dentro de todas as novidades e saber assim que a postagem for ao ar, viu?! Tem alguma dúvida ou sugestão? Deixa aí nos comentários! 

Resenha: O Clube de Leitura de Jane Austen

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017


“Cada um de nós tem uma Austen particular. A Austen de Jocelyn escreveu romances maravilhosos sobre amor e namoro, mas nunca se casou. O clube de leitura foi ideia de Jocelyn, que escolheu os integrantes a dedo. Jocelyn tinha mais ideias em uma manhã do que o restante de nós em uma semana, e mais energia também. Era essencial para reintroduzir Austen regularmente em sua vida, dizia Jocelyn, deixa-la olhar ao redor”.

Sinopse: “Cinco mulheres e um homem se reúnem para debater as obras de Jane Austen na Califórnia do início dos anos 2000 e acabam descobrindo, entre casamentos frustrados, arranjos sociais e afetivos, que suas vivências não são assim tão diferentes das experimentadas por Emma ou outras personagens da escritora britânica que tão bem descreveu a sociedade de sua época, dois séculos atrás. No livro, que figurou na lista dos mais vendidos do The New York Times e deu origem ao filme homônimo estrelado por Kathy Baker e Emily Blunt, a premiada escritora norte – americana Karen Joy Fowler disseca as relações contemporâneas com acuidade, humor e ironia dignos da autora de Orgulho e Preconceito e outras obras que continuam fascinando leitores de todas as idades. Uma homenagem a uma das maiores escritoras da língua inglesa e uma deliciosa comédia de costumes dos nossos tempos”.

Título: O Clube de Leitura de Jane Austen. 
Autora: Karen Joy Fowler.
Páginas: 320 páginas.
Editora: Rocco.
ISBN: 978-85-325-304-79.


“Nós seis – Jocelyn, Bernadette, Sylvia, Allegra, Prudie e Grigg – compúnhamos a escalação completa do clube de leitura só-Jane-Austen-o-tempo-todo de Central Valley / River City. Nossa primeira reunião foi na casa de Jocelyn”.

Algumas Impressões 

        Famoso entre os fãs de Austen desde seu lançamento, em 2007 (e que gera opiniões um tanto controversas), o filme “O Clube de Leitura de Jane Austen” teve seu roteiro adaptado deste romance de mesmo nome que recebi através da parceria com a Editora Rocco agora em fevereiro. Por mais que eu me considere uma entusiasta das obras de Austen, tenho de confessar que ainda não tinha ouvido falar sobre ele, e que até me surpreendi ao descobrir que havia um filme - quando eu ainda estava no meio da leitura do livro. Isso porque, a despeito de toda a minha expectativa para este que promete ser uma longa e detalhada discussão acerca dos diferentes romances da autora e suas particularidades, o livro escrito por Karen Joy Fowler deixou a desejar em alguns pontos, que acabaram por prejudicar minha experiência de leitura e envolvimento com a narrativa. Na trama, cinco mulheres e um homem se reúnem mensalmente para ler e discutir cada um dos romances de Jane Austen, apontando suas impressões acerca destes em uma tentativa de interpretar o que afinal a autora quis expressar em seus enredos escritos há séculos atrás. Cada um dos personagens possui dilemas próprios que se mesclam ao enredo ao longo dos capítulos, trazendo um toque contemporâneo e ao mesmo tempo atemporal, uma vez que, à medida que se aprofundam nas páginas de Jane, os integrantes do clube – assim como os leitores de Fowler – passam a perceber como a ficção da época e o presente atual conservam similaridades. Tempos diferentes, indivíduos diferentes, mesmos dilemas humanos.


“Em 1797, o pai de Jane Austen enviou Primeiras impressões a um editor em Londres, chamado Thomas Cadell. “ Como estou bem ciente das consequências de um trabalho desse tipo ser lançado sob a égide de um nome respeitável, recorro a você”, escreveu. Perguntou quanto custaria publicá-lo “por conta e risco do Autor”, e que adiantamento poderia ser oferecido caso o manuscrito fosse apreciado. Estava preparado para pagar ele mesmo se necessário. O livro foi publicado 16 anos mais tarde. O título havia sido mudado para Orgulho e preconceito”.


      Com uma premissa interessante, principalmente para os fãs de Austen, o livro tinha tudo para conquistar. Não me entenda mal, a escrita de Karen Joy Fowler não é ruim, e sim simples e até interessante. Contudo, mesmo tendo prendido minha atenção nos primeiros capítulos, à medida que os meses se passavam (dentro da história, no caso) a narrativa tornou-se arrastada, um tanto maçante. A forma como o enredo foi construído não ajudou, com várias rupturas e incursões longas ao passado dos personagens, uma vez que não desperta o desejo do leitor de se envolver para descobrir o que acontece no capítulo seguinte, quais acontecimentos irão se desenrolar na próxima página. Em essência, a parte mais interessante da experiência foi acompanhar as discussões dos personagens sobre os romances de Jane Austen, pois foram momentos em que eu verdadeiramente consegui me envolver com os diálogos. As colocações de cada personagem foram todas extremamente interessantes, diferenciando-os entre si e expondo opiniões como num verdadeiro debate. Durante o mês de discussão de “Emma”, por exemplo”, me senti como em um clube de leitura real, apenas como ouvinte e observadora dos demais participantes. No geral, o livro não é ruim, apenas não conseguiu me envolver da forma como eu gostaria, mas apresenta um potencial inegável como referência para discussão das obras de Austen e uma oportunidade para revisitar personagens e contextos tão queridos.



Sobre a Editora Rocco
Há mais de três décadas demonstrando sensibilidade para detectar as tendências do mercado, ousadia na difusão de novas ideias e agilidade de produção, a Rocco se orgulha por ser uma editora sólida e independente, capaz de se reinventar a cada dia para atender aos anseios do público brasileiro. Seus selos são: Rocco, Rocco Jovens Leitores, Rocco Digital, Bicicleta Amarela, Fábrica 231, Fantástica Rocco, Anfiteatro e Rocco Pequenos Leitores.

Pega Para Fazer: Stickers

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017


     Uma coisa sobre mim é certa: gosto de colecionar. Livros, quadrinhos, DVDs, action figures, bótons, chaveiros.... a lista é enorme! Mas se tem algo que guardo desde muito nova, são os adesivos. Sabe aquela primeira folha de todo caderno que vem cheia de lindas imagens autocolantes? Então, eu arranco e guardo todas desde a quinta série! A desculpa sempre foi a de que quando eu precisasse usar um para decorar uma carta ou enfeitar um planner eu teria vários deles, mas a verdade é que, ano após ano, eles continuam lá guardadinhos e não uso nenhum. E sempre que tenho a oportunidade de comprar uma cartela nova, acrescento à coleção. Acontece que, recentemente, ganhei um notebook novo, e o material do qual ele é feito arranha à toa. Na última semana um arranhão enorme apareceu na parte de cima do computador, e, como ele é vermelho, ficou bem evidente. E foi aí que vi uma ótima oportunidade para usar minha paixão por adesivos "para o bem". Eu já tinha visto esse tipo de sticker para notebook no filme "Os Estagiários" (2013) - onde os googlers enfeitam seus computadores pessoais -, e também em imagens de referência no Pinterest (nosso melhor amigo sempre), e com uma busca rápida no Google encontrei várias estampas legais. Aqui onde moro é complicado encontrar este tipo de coisa para comprar já pronto em lojas, então tive que salvar as imagens separadamente e diagramá-las no programa de edição para imprimir em papel adesivo. A dica é salvar as imagens que mais gosta e imprimir em papel adesivo de acordo com o tamanho do seu notebook, mas sempre prestando atenção se elas possuem aquela borda branca, pois isso facilita e muito o corte - além de ficar mais bonito depois de colado. Eu salvei cerca de noventa estampas diferentes, e distribuí em uma arte para impressão em papel adesivo branco fosco do tipo vinil e em tamanho A3. 

 
 

        Na gráfica rápida onde fiz a impressão ficava bem mais caro imprimir a arte já com os cortes dos adesivos, então preferi eu mesma cortar cada um deles. Foi trabalhoso por conta do número de adesivos e do tamanho (proporcional ao meu notebook, que é menor), mas o resultado valeu bastante à pena! Vale lembrar que nenhuma destas artes (separadamente) é minha, e que salvei cada uma delas através do Google Imagens (e, caso alguma ilustração seja sua, entre em contato para que eu possa creditar aqui nesta postagem). Nesse caso, o uso para fins comerciais é proibido hein?! Mas se você quiser imprimir para uso próprio, seja para enfeitar seu notebook ou sair colando por aí (está liberado colar o unicórnio "Go to Hell" na testa daquela pessoa chata viu), é só clicar aqui para salvar a diagramação que fiz. E é isso! Este não é propriamente um tutorial de como eu fiz, mas uma dica rápida e fácil para tentar em casa, pois ultimamente tenho feito algumas gambiarras e também projetos mais simples, que, assim como os mais elaborados, vou passar a publicar aqui como uma sub categoria do "Como eu Fiz" (clique para ver as postagens). É o "Pega Para Fazer"! E aí, curtiu? Que tal tentar também? O resultado é muito legal! Tem alguma dica ou sugestão? Deixa aí nos comentários!

Dá o Play: O que eu estou ouvindo? #6

domingo, 12 de fevereiro de 2017


         Em uma coisa temos que entrar em acordo: 2016 foi um ano complicado para muita gente, e em muitos aspectos (inclusive para esta que vos escreve). Mas, se pudesse listar algumas das coisas boas que aconteceram no ano passado, a descoberta do Spotify estaria no top five - e o fato de eu ter ganho uma conta Premium só colaborou para o meu apego com o aplicativo (falei sobre isso no último "O que eu estou ouvindo?". Clique para conferir). As playlists se tornaram parte da minha rotina, e não consigo mais ir a qualquer lugar sem antes conferir se todas estão baixadas e se o modo off-line (um recurso fantástico do modo pago) está ativado. A dinâmica é tão prática que até abandonei meu velho hábito de buscar novos vícios através do modo aleatório do Youtube, uma vez que o Spotify fornece diversas playlists já prontas, seja de gêneros musicais específicos, das mais tocadas em determinado período ou (a minha queridinha) das descobertas da semana. Também não deixa de ser uma mídia social, uma vez que é possível seguir playlists criadas por outros usuários, cantores, bandas, álbuns e também os usuários em si, além de acompanhar o que seus amigos estão ouvindo em tempo real - ou o que ouviram recentemente. Disponível tanto para desktop quanto para celulares e tablets, ele possui a versão Free (com algumas restrições, mas acesso a todas as músicas) e a versão Premium, que é paga (logo, sem restrições), e é possível criar e compartilhar quantas playlists quiser. Seguindo a vibe "transformando a vida em um videoclipe" (principalmente dentro do ônibus), aproveitei muito a playlist da última postagem desta categoria nas viagens de janeiro, e agora, estou buscando apoio moral nesta aqui Mello para enfrentar os novos desafios (positivos) que fevereiro têm trazido - além da famigerada época de Carnaval e seus "hits do verão". Dá o play!



          Uma palavra que descreve bem a playlist deste mês é "eclética". Por mais que a maior parte das músicas já seja velha conhecida de qualquer um que tenha ouvidos, até porque não param de tocar em looping por aí desde que foram lançadas ("Chained To The Rhythm" e "Shape of You", estou olhando para vocês!), ando misturando ritmos e gêneros musicais, e dando uma chance para alguns que não ouvia de jeito nenhum (não sei se você reparou nessa mistura de sertanejo, funk e Wesley Safadão que é "Você partiu meu coração"). Além das que já citei, outros destaques são "I Got You", da Bebe Rexha, a versão acústica de "Shape of You" (olha ela aqui de novo), do Ed Sheeran, "Bonbon - English Version", da Era Istrefi e praticamente toda a trilha sonora de "Cinquenta Tons Mais Escuros". Veja bem, eu não gosto dos livros e muito menos dos filmes, mas tive de reconhecer que a trilha sonora é boa, pois não consigo parar de ouvir o cover da Corinne Bailey Rae de "The Scientist" e "Not Afraid Anymore", da Halsey. E para não deixar a música brasileira ser representada apenas por uma única canção, descobri no final do mês de janeiro o cantor Jão e suas versões absolutamente maravilhosas de "Medo Bobo", "Bang" e "Na Sua Estante". E aí, curtiu? Também não consegue parar de ouvir alguma (s) dessas músicas ou tem alguma para indicar? Deixa aqui nos comentários!

4 comentários