segunda-feira, 26 de junho de 2017

Resenha: Vai Lá e Faz

“Muita gente sonha em empreender. Mas a maioria dessas pessoas não tem noção de como dar os primeiros passos. Acreditam que, com uma boa ideia, muito do caminho já está trilhado. Se esse é o seu caso, antecipo aqui uma das dicas mais valiosas desse livro: a sua ideia, por melhor que seja, vale muito pouco. Na maioria dos casos, não vale nada. Porque o que realmente interessa é o que fazer a partir da ideia. É essa atitude que separa as pessoas que vivem sonhando das pessoas que vivem o que sempre sonharam”. 

Sinopse: “Nos últimos anos, o mundo dos negócios enfrentou dois fenômenos importantíssimos. Um é o boom do empreendedorismo. Inspirados pela revolução digital, muitos indivíduos (que sempre sonharam em empreender) perceberam um cenário fértil para tirar ideias do papel. Era hora de ir lá e fazer. O outro fenômeno é a reestruturação das empresas tradicionais. Instituídas no período pré-revolução digital, elas precisaram rever processos, formatos e métricas de sucesso. O que funcionava ontem definitivamente não funcionaria no futuro. Era hora de ir lá e fazer. Este livro é para empreendedores novatos e experientes. Ambos estão diante de imensas oportunidades e desafios. Ambos estão testemunhando o início da maior transformação que o mundo do trabalho já viveu”. 

Título: Vai Lá e Faz – Como empreender na era digital e tirar as ideias do papel. 
Autor: Tiago Mattos. 
Páginas: 351 páginas.
Editora: Belas Letras. 
ISBN: 978-85-8174-354-7.

“Empreendedor não significa, necessariamente, abrir uma empresa. Empreendedor é aquele que não aceita a realidade de maneira resignada. Motivado pelo desejo de mudança para gerar impacto positivo no mundo, ele ajuda a coconstruir uma iniciativa. O que é, como vai ser e o porquê da existência dessa iniciativa, só o empreendedor poderá dizer”. 

Algumas Impressões 

Antes de mais nada, este livro abriu meus olhos acerca de determinadas colocações, e reafirmou minha posição sobre outras. O autor, Tiago Mattos, define-se como futurista e multiempreendedor, e, para além disso, ainda é palestrante e um dos fundadores da Perestroika, a maior escola de atividades criativas da América Latina. Ele é formado pelo GSP da Singularity, um programa da universidade criada através da parceria entre a NASA e o Google, no Vale do Silício, com o objetivo de preparar as novas lideranças, e já estudou em Harvard e no MIT também (apenas duas das melhores instituições acadêmicas do mundo). Começo esta resenha com o currículo do autor pois foi um dos primeiros pontos que me chamaram a atenção neste livro de pouco mais de trezentas páginas, lançamento em destaque da editora Belas Letras. Além do tema, “Empreendedorismo na Era Digital”, “Vai Lá e Faz” é um título que tem correlação direta com o meu dia a dia e com a profissão que exerço, e serviu como um estímulo e tanto para rever meus processos, tanto de aprendizado e criação, quanto de execução de projetos. Tirar as ideias do papel é muito mais do que começar alguma coisa. É se organizar, saber que mudar de direção é algo saudável, e se empenhar constantemente para que ela se torne autossustentável, rentável e benéfica – além de maleável a este sistema dinâmico no qual vivemos. É ver o mundo mudar constantemente, e em diversos aspectos (já que a pergunta do que afinal mudou requer tempo para ser respondida), e procurar se aperfeiçoar sempre, abandonando a ideia de que um “modelo de sucesso” é atemporal. A reestruturação requer novos conhecimentos, e precisamos exercer nossa criatividade e curiosidade sempre, na tentativa constante de acompanhar as mudanças advindas da terceira Era: a Era da Informação, a Era da revolução digital. 

“Se existe uma confusão entre a vontade e a ideia, ela acontece quase na mesma grandeza aqui. Muita gente tem só o caderninho de receitas, mas ainda não tirou a batedeira do armário, não foi comprar o fermento, não quebrou os ovos. Projeto é quando você sai do PowerPoint e começa a fazer a coisa andar, mesmo que informalmente”. 

O autor levanta pontos importantes baseados em sua própria experiência, além de enriquecer o texto com fontes de outros autores e estudos realizados. Trazendo discussões acerca das mudanças de paradigma do mercado de trabalho durante as três Eras da sociedade – Agrícola, Industrial e Digital (ou da Informação) -, Tiago ainda leva em consideração lógicas e perfis, e apresenta o método “vai lá e faz”. Em outras palavras, questiona se não está mais do que na hora de deixarmos de ser apenas planejadores para nos tornarmos fazedores. Desde perguntas importantes para quem está começando a vida empreendedora, às diferenças de perfis entre os pensadores causais e os pensadores efetuais, e as etapas de um empreendedor, o livro traz dicas importantes a cada novo capítulo, conquistando tanto o indivíduo com perfil empreendedor quanto o mais tradicional, e levando ambos a tirarem suas ideias do papel de modo efetivo, e não apenas planejado à exaustão. Particularmente, gostei muito desta leitura, e, apesar de não ter o costume de resenhar títulos do gênero aqui no blog, este livro está inserido no meu contexto acadêmico e profissional. Logo que vi a divulgação do mesmo pela editora, pedi o meu exemplar, pois sabia que ele traria novos conhecimentos acerca de um processo sobre o qual pesquiso e que coloco em prática já há alguns anos: o empreendedorismo. Dizem por aí que determinadas pessoas já nascem com um perfil de liderança ou mesmo com os genes do empreendedorismo. Acredito nisso. Mas creio também que mesmo alguém que sempre viveu em um modelo de pensamento mais tradicional, pode abraçar o espírito empreendedor. Afinal, como bem disse Tiago nesta obra brilhante que agora tenho o prazer de ter em minha coleção, não é possível ser estático em uma sociedade dinâmica. Portanto, seja você um empreendedor novato ou experiente, saiba que ambos estão diante de múltiplas oportunidades e desafios. O momento pede que as vontades que temos deixem de ser apenas isso, vontades, e tornem-se ideias, projetos, negócios e empresas. É hora de ir lá e fazer, e seguir testemunhando o início da maior transformação que o mundo do trabalho já viveu. Ou seja, “Vai Lá e Faz” é uma daquelas leituras mais do que recomendadas. 

Sobre a Belas Letras
A editora nasceu em 2008 com o compromisso de aproximar a literatura dos temas da era digital e da cultura pop, com um catálogo enxuto e de qualidade e uma proposta editorial moderna. É rock e pop. É arte, viagem, gastronomia, ciência e humor. É estilo de vida, universo digital, comportamento e inspiração. É uma nova experiência entre os leitores e seus livros. Porque, para nós, ler é se conectar, e se aproximar daquilo que mais amamos.


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