quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Sessão Pipoca: Doutor Estranho


Sinopse: “Stephen Strange (Benedict Cumberbatch), é um neurocirurgião muito bem-sucedido. Até que um dia, sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas, sem chances de recuperação por meio da medicina tradicional. Desacreditado, ele gasta seus últimos recursos e parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave conhecido como Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá, descobre que muito longe de ser um centro medicinal, o local é a linha de frente contra forças malignas e místicas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar com os mestres do lugar e conhece forças que antes julgava não existirem. Agora, ele precisa decidir entre voltar para sua vida normal ou defender o mundo que conhecemos”. 

Título: Doutor Estranho (Doctor Strange). 
Duração: 1 hora e 55 minutos. 
Direção: Scott Derrickson. 
Gênero: Fantasia, Ação. 
Lançamento: 02 de Novembro de 2016.


Algumas Impressões

       Os fãs de histórias em quadrinhos já o conhecem faz tempo, mas muita gente só está o conhecendo agora. Entretanto, não tem como não falar sobre ele, afinal, o mago é implacável. Finalmente (ou seria já?), o mês de novembro chegou, e com ele várias estreias muitos esperadas pelos amantes tanto da sétima quanto da nona arte. Logo na primeira semana, chegou aos cinemas o mais novo sucesso dos estúdios Marvel, “Doutor Estranho”, um clássico personagem das histórias da editora desde os anos 60. Imerso em um universo de magia, elementos sobrenaturais e um multiverso complexo de ser explicado, Stephen Strange demorou para ganhar as telas não devido à falta de potencial, mas por conta da dificuldade de introduzi-lo e explicar todos os elementos que o permeiam em um longa com pouco menos de duas horas de duração. Uma aposta arriscada, mas que veio no momento certo e tem conquistado tanto a crítica, quanto aos expectadores. Após uma vergonhosa tentativa com “Howard, o Pato”, em 1986, a Marvel encontrava-se em uma situação financeira delicada, e a única saída encontrada pela empresa foi vender os direitos de alguns personagens, como “Homem – Aranha” e “Blade, o Caçador de Vampiros”, para que outros estúdios pudessem produzir filmes e séries. Após o sucesso estrondoso das produções, ficou claro que as histórias da Marvel Comics eram mais do que viáveis como franquia cinematográfica, mas foi apenas em 2008, através de uma subdivisão da Marvel Studios, a Marvel Enterprises, que o primeiro filme totalmente produzido e financiado por ela chegou às telas. “Homem de Ferro” rendeu mais de quinhentos milhões de dólares à empresa, e deu início a uma bem-sucedida sequência de filmes que forma hoje o MCU, ou Marvel Cinematographic Universe (Universo Cinematográfico Marvel, em tradução literal). Após a conclusão da primeira fase com “Os Vingadores” (2012), a Marvel decidiu arriscar para além da bolha de seus personagens mais conhecidos e investiu em alguns menos famosos, como os “Guardiões da Galáxia” (2014), e “Homem Formiga” (2015), que encerrou a segunda fase do MCU. Para falar a verdade, desde “Thor” (2011), a empresa tem introduzido mais elementos místicos e fantasiosos em suas narrativas (como a introdução das Joias do Infinito em “Guardiões da Galáxia”), mas é em “Doutor Estranho” que a temática toma conta de vez – e mal posso esperar para ver onde isso vai dar.


Trailer

           Neurocirurgião de sucesso, Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) é um médico metódico e arrogante que vive em busca de casos que colaborem com seu prestígio, e que não se dá ao trabalho de se dar bem com ninguém, exceto talvez com a Dra. Christine Palmer (Rachel McAdams), sua ex-namorada, mesmo que através de um relacionamento repleto de tensões. Após sofrer um grave acidente de carro, ele descobre que não poderá mais exercer a profissão, uma vez que suas mãos sofreram sérios danos que a medicina tradicional não é capaz de reparar. Desesperado, o antes prestigiado Dr. Strange vende tudo que tem na tentativa de ter sua vida de volta, mas sem sucesso. Em um último lampejo de esperança, ele acaba em Catmandu, no Nepal, onde um homem que havia sofrido sérias lesões na coluna afirma ter passado por uma espécie de cura espiritual. Mas como nem tudo é o que parece ser, o lugar acaba se revelando intrigante e surreal aos olhos descrentes de Stephen, com uma Anciã e Mestres que dedicam suas vidas a proteger a Terra de ameaças além de nossa compreensão. Depois dos percalços iniciais, Strange passa a treinar sua mente para que o corpo seja recuperado, e descobre que a magia pode ser desenvolvida e moldada a seu favor. Com um elenco muito bem escalado, o filme peca apenas no que diz respeito ao vilão, Kaecilius (Mads Mikkelsen), que, assim como em outras produções dos estúdios Marvel, acaba não sendo desenvolvido de forma muito aprofundada e deixa de passar a aura ameaçadora necessária ao personagem. Por outro lado, a atuação de Benedict é algo a ser destacado, com boas cenas de ação, sequências sarcásticas (bem ao estilo Sherlock) e momentos dramáticos, além dos alívios cômicos proporcionados por suas piadas – na maior parte das vezes - frustradas. Tilda Swinton (que é uma das atrizes mais maravilhosas e versáteis da atualidade) e Chiwetel Ejiofor também desempenham seus papeis com maestria (principalmente Tilda) e contribuem para o bom desenvolvimento da narrativa, mesmo tendo sido opções criticadas ainda na fase de produção por serem muito diferentes da realidade dos quadrinhos. Com sequências visuais de tirar o fôlego, o filme consegue cumprir seus objetivos de apresentar o personagem e introduzir o multiverso, um feito notável sob a direção de Scott Derrickson. Claro que Stan Lee não poderia faltar, e assim como de costume há cenas pós-créditos, uma no meio e outra no final, que fazem ligações importantes com “Thor 3” e um possível “Doutor Estranho 2”, que ainda não foi confirmado. Contudo, este não é apenas um filme de origem, mas sim um que abre as portas para algo ainda maior, repleto de dimensões e universos inimagináveis com múltiplas possibilidades, o que, com toda a certeza, é muito importante para o futuro das franquias da companhia.


4 comentários:

  1. No momento só sei de uma coisa: PRECISO ASSISTIR DE NOVO. Eu ainda to juntando coragem (e palavras) para falar sobre o filme no blog shauhsauhuas
    Não tem como falar desse filme e não citar todo o efeito visual e gráfico, que coisa linda que fizeram, tudo bem que eu fiquei bem confusa e bugada em alguns momentos, mas isso não tira todo o brilho e a grandeza do que fizeram.
    Eu me diverti tanto com o filme, mas também não é só piada como todo mundo espera, na verdade eu achei o filme até que bem dramático, principalmente o começo, até ele chegar em Catmandu e rolar aquele processo dele entender mais ou menos no que ele ta se metendo, o filme é meio dramático shauhsauas
    E o Stephen não foi aquela pessoa que ganhou habilidades e pensou "poxa, vou salvar o mundo", na verdade é bem claro o quanto ele quer o contrário, o cara só ta querendo sair dali com as mãozinhas novinhas em folha, não ta querendo entrar em batalhas pra salvar o universo.
    To xonada nesse filme <3 só sei que cada estréia da Marvel que chega e cada pós créditos que vejo, o coração fica mais nervoso sahushau no momento eu to querendo que venha logo Guardiões da Galáxia vol 2 <3

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    1. Eu já saí da sessão desejando muito ter em DVD para assistir mil vezes! Eu fiquei um tempo pensando sobre o que ia escrever nesta resenha, fiz algumas pesquisas e aí passei horas e horas na frente do computador tentando escrever. <3 QUERO DE NOVO! Quero mais marvel! Quero oscar! Um beijo :*

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  2. Vi esse filme e gostei, não é um dos melhores da Marvel, mas é um bom entretenimento. www.alemdolookdodia.com

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    1. Eu gosto dos filmes da Marvel no geral, mas na minha opinião esse é um dos melhores sim KKK Um beijo :*

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