domingo, 27 de novembro de 2016

Resenha: Unidos Somos Um + Resumão: Os Legados de Lorien


“Todo esse poder, e só um objetivo. A destruição de todos os mogadorianos na Terra. Principalmente Setrákus Ra, se é que ainda está vivo. Seis acha que pode tê-lo matado no México, mas não vou acreditar nisso até os mogs se renderem ou eu ver o corpo. Parte de mim quase deseja que ele ainda esteja vivo, para que eu mesmo possa acabar com o miserável. Final feliz? Está fora de cogitação. Eu fui idiota por um dia acreditar nisso”. 

Sinopse: “Tudo o que aconteceu nos trouxe até aqui. É nossa última chance de derrotar os mogadorianos. Salvaremos este planeta – ou morreremos tentando. Mas precisamos mobilizar todos os esforços... até o seu. Se queremos vencer essa guerra, temos que eliminar Setrákus Ra. E agora tenho o poder para fazer isso. Mas, para chegar até ele, vamos precisar do nosso próprio exército. Sabemos que você não queria nada disso. Nós também não queríamos. Lorien escolheu você, assim como nos escolheu. Os Legados foram concedidos para você ajudara salvar o mundo. Podemos treiná-lo para desenvolver suas novas habilidades. Podemos ensiná-lo a lutar. Mas a decisão de se juntar a nós cabe a você. Sua vida estará em perigo, e nem todos permanecerão vivos. Nem todos sobreviveram até agora. Destruíram meu lar, minha família, meus amigos e a pessoa que mais amo. Meu nome é John Smith. Eu sou o Número Quatro. Não tenho mais nada a perder – e esse foi o grande erro deles”. 

Título: Unidos Somos Um (Os Legados de Lorien, Livro 7).
Autor: Pittacus Lore.
Páginas: 352 páginas.
Editora: Intrínseca.
ISBN: 978-85-510-0080-9.


“Esta é a lista de tarefas: Entrar às escondidas em uma nave de guerra mogadoriana. Roubar todos os dispositivos de camuflagem que houver sem chamar a atenção dos mogs. Armar os governos do mundo para um grande contra-ataque. Enquanto isso, aprender todos os Legados que eu puder. Matar Setrákus Ra. Não necessariamente nessa ordem”. 

Algumas Impressões 

         Sabe quando você descobre algo que gosta muito e quer indicar para todo mundo? Esse é o meu sentimento com a série “Os Legados de Lorien”, escrita pelos autores Jobie Hughes e James Frey sob o pseudônimo “Pittacus Lore”. Desde o ano passado, estou completamente envolvida por esta narrativa de ficção científica, que tem como principais temáticas outros planetas, seres alienígenas, a ganância por recursos e, acima de tudo, a luta pela sobrevivência. Com um enredo envolvente, a história me conquistou quando assisti ao filme adaptado do primeiro livro, ainda em 2014, com sua trama dinâmica e que mescla ação, aventura e mistério, além de um pouco de romance e humor. A série, iniciada em “Eu Sou o Número Quatro”, é composta por sete livros físicos, e, um após o outro, os títulos trazem desdobramentos surpreendentes na trama, que cria novos e envolventes enigmas ao mesmo tempo em que soluciona outros. É como solucionar um grande quebra cabeça, que, uma vez montado, revela um enredo repleto de fatos que causam reviravoltas nada previsíveis ao mesmo tempo em que levam o leitor à uma profunda reflexão sobre o universo que o cerca e as coisas nas quais acredita – principalmente no que diz respeito a vida em outros planetas. A série se inicia contando a história do Número Quatro, John Smith, que é um dos nove Lorienos da Garde que escaparam da grande invasão mogadoriana ao planeta Lorien. Vivendo escondidos por quase dez anos na Terra, eles temem ser encontrados pelos Mogadorianos que os caçam, e precisam se reunir para enfrentar esta ameaça. A cada volume, suas histórias de vida e Legados vem à tona, e os Lorienos vivem em uma tentativa constante de definir com clareza a missão que o grupo tem de enfrentar. Ao mesmo tempo, também conhecemos os Mogadorianos, quais são afinal seus planos de dominação e/ou destruição (e quem está por trás deles) e o porquê de cobiçarem tanto a herança loriena, motivo pelo qual querem exterminar os membros restantes da Garde. Mas não são apenas os “alienígenas” que exercem papéis importantes dentro do enredo, uma vez que os seres humanos também se mostram determinantes para o desenrolar dos fatos, ou seja, com personagens bem construídos e uma trama complexa, mas extremamente concisa, os autores criaram uma obra irreverente e completa. Emocionante, instigante e - apesar de se tratar de uma obra de ficção -, realista, “Os Legados de Lorien” mostra-se capaz de conquistar diferentes tipos de leitor.


“Marina me abraça com força. Só então percebo como estou tenso, tão rígido que mal consigo relaxar. Mas isso não detém Marina. Solto o ar em um longo suspiro e fico surpreso ao me sentir estremecer. Está tudo tão caótico que não me dei conta de como precisava de consolo. Por um instante, descanso a cabeça em seu ombro, e sinto algo em mim se partir. Minha visão fica embaçada, e abraço Marina também, talvez com mais força do que deveria, embora ela não diga nada. Percebo que minhas bochechas estão molhadas. Solto Marina e limpo o rosto. – Meu Deus, John, eu sinto muito. Eu... – Marina para e olha para as próprias mãos. – Se eu não tivesse... Poderia ter feito alguma coisa. Poderia tê-la salvado”. 

AVISO: O parágrafo seguinte pode conter spoilers, mas que não comprometem a trama final (informações contidas na sinopse e orelha do livro). 

       O sétimo livro, “Unidos somos Um”, finalmente chegou por aqui no início desse mês, e, na minha opinião, é o desfecho ideal para esta série que tanto me conquistou. Com pouco mais de trezentas páginas, é um enredo tenso e cheio de ação, e, ao concluir a leitura, ao contrário do que pensei que aconteceria, não entrei naquela famosa bad pós livro (talvez só um pouquinho). Nele, a guerra entre os Lorienos da Garde e os terríveis Mogadorianos - que por muito tempo permaneceu em segredo -, torna-se um conflito global, que ameaça acabar como o planeta como o conhecemos e subjugar a raça humana. Como num jogo de medo e controle, o panorama não é animador, e humanos e Lorienos têm de se unir na tentativa de vencer esta guerra. Ao mesmo tempo uma maldição e uma benção, adolescentes por todo o mundo começam a desenvolver legados, o que é tanto um reforço na batalha futura quanto um risco, uma vez que os Mogadorianos se mostram muito interessados em usar os novos Gardes em suas terríveis experiências. Em meio a tudo isso, John Smith, o Número Quatro, já não é mais o mesmo. Depois de perder tudo o que mais amava neste conflito brutal e que parece não ter fim, ele não está disposto a permitir que mais pessoas sofram as consequências. Com um poder lendário recém descoberto, ele pode ser a maior arma da resistência contra os Mogadorianos. Mas, quais serão os sacrifícios necessários na tentativa de vencer esta batalha final? Será que ele abriria mão da própria vida para proteger seu novo planeta? Em uma conclusão emocionante e cheia de decisões difíceis, o destino da Garde nunca mais será o mesmo – e nem o nosso. Eu sinceramente gostaria que esta série tivesse mais notoriedade no Brasil, pois é muito interessante e bem construída, com um bom ritmo de leitura e personagens envolventes. E, por mais que eu queira saber cada vez mais sobre esta obra e ainda não esteja totalmente inclinada a abandonar a narrativa, estou satisfeita com este desfecho. Além disso, ainda temos ganchos para futuros lançamentos em e-book, e os próprios autores afirmaram que está história ainda não acabou. Até lá, “tudo o que aconteceu nos trouxe até aqui” – e estou muito feliz por isso.



Sobre a Intrínseca

Uma editora jovem, não só na idade – afinal foi fundada em dezembro de 2003 – mas no espírito inovador de optar pela publicação de ficção e não ficção priorizando a qualidade, e não a quantidade de lançamentos. Essa é a marca da Intrínseca, cujo catálogo reúne títulos cuidadosamente selecionados, dotados de uma vocação rara: conjugar valor literário e sucesso comercial.


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