quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Resenha: As Aventuras de Wonder Woman na Super Hero High


“Wonder Woman viera voando desde a Ilha Paraíso, parando apenas para dar uma ajudinha quando necessário e para um lanche ocasional. Ela voou sobre mares serenos e oceanos furiosos, sobre montanhas e vales, ao longo das planícies do Serengeti e da Grande Muralha da China. Mas Wonder Woman ainda estava para encontrar algo tão impressionante, incrível e assustador quanto o que via agora logo abaixo dela. Uma escola de ensino médio”.

Sinopse: “Wonder Woman é bem diferente da maioria dos estudantes do ensino médio. E a Super Hero High não é como a maioria das escolas. Wonder Woman quer ser uma super-heroína. Para isso, ela vai estudar na Super Hero High, especializada em desenvolver os poderes de seus alunos. Lá, ela terá que enfrentar seus maiores desafios; além dos exaustivos treinamentos e dos estudantes vilões, a jovem vai lidar com novas amizades e dividir o quarto com alguém que adora compartilhar fofocas nas redes sociais. Isso sem contar que Wonder Woman cresceu em uma ilha só de mulheres... E nunca estudou com garotos até entrar para o ensino médio! Essa aventura vai ser mais difícil do que Wonder Woman imagina”. 

Título: As Aventuras de Wonder Woman na Super Hero High (DC SuperHero Girls).
Autora: Lisa Yee.
Páginas: 250 páginas.
Editora: Rocco Jovens Leitores.
ISBN: 978-85-7980-8.

 

“Naquela noite, apesar do conforto de seu travesseiro, Wonder Woman teve dificuldade para dormir. Ela havia lido sobre a rapidez com que o canal de vídeo de Harley estava crescendo. O Super News de Lois Lane fez uma reportagem completa sobre ele. Agora que Harley estava prestes a pôr toda a sua energia na HQTV, Wonder Woman sabia que a pressão sobre ela seria ainda maior, com o mundo inteiro avaliando cada um de seus movimentos. E se ela não estivesse à altura? E se fosse uma decepção para as pessoas?”. 

Algumas Impressões 

        Que gosto muito de super-heróis não é novidade, mas dentro deste universo de histórias em quadrinhos e combate ao crime, as super-heroínas passam à frente e roubam o meu coração. Faz tempo que me inspiro em suas histórias, principalmente na de uma heroína em especial: Wonder Woman (Mulher Maravilha, em tradução literal). Criada em 1939 pelo psicólogo e desenhista americano – além de roteirista de quadrinhos e um dos inventores do polígrafo -, William Moulton Marston, Diana Prince (ou Diana de Themyscira), é uma super-heroína de origem greco-romana, filha de Zeus com a rainha das Amazonas, Hipólita. Apesar de suas diferentes origens e uniformes ao longo dos anos, a essência da personagem permaneceu a mesma desde sua criação, e hoje, embaixadora honorária da Organização das Nações Unidas pelo empoderamento feminino, é considerada um dos maiores ícones da cultura pop da nona arte, além de ícone feminista por todo o mundo. Mandada ao “mundo dos homens” para propagar a paz, sendo a defensora da verdade e da justiça, ela possui habilidades especiais e seu famoso “Laço da Verdade”, além de configurar, juntamente com Batman e Superman, a “Trindade” da editora de quadrinhos DC Comics. Com o objetivo de ampliar o público alvo, a editora lançou, em 2015, a série animada DC Super Hero Girls, que conta com uma versão mais nova de suas famosas heroínas, como Mulher Maravilha, Mulher Gavião e Katana, e também “vilãs”, como Arlequina e Cheetah. E agora, através da publicação no Brasil pela editora Rocco Jovens Leitores, as histórias destas jovens heroínas chegam às leitoras brasileiras, e “As Aventuras de Wonder Woman na Super Hero High”, da autora Lisa Yee, nos apresenta uma versão diferente de WW do que a que costumamos ler nas páginas das HQs. 


 

Os jovens super-heróis de hoje são submetidos a grande pressão para serem bem-sucedidos. Para entrar nas escolas corretas. Para passar nas provas de super-heróis e para ter um bom desempenho. Não vamos esquecer que os alunos como os que figuram no vídeo Tributo da HQTV de Harley Quinn são ainda apenas garotos. E o que garotos fazem? Eles fazem trapalhadas. Dão mancadas. Ainda agem como eles mesmos, não como uma versão glorificada do que o público quer que sejam”. 

        Na trama, Wonder Woman é uma jovem que foi educada em casa e nunca saiu do lugar onde mora com a mãe, a rainha das Amazonas, Hipólita. Contudo, após se inscrever escondida para o processo de seleção da prestigiada Super Hero High, ela foi aceita, e está prestes a deixar a Ilha Paraíso para cursar o ensino médio na escola de super-heróis. Apesar de já ter enfrentado diversos desafios e cumprir um treinamento intensivo desde criança, ela nunca poderia estar preparada para o que vai enfrentar, afinal, o ensino médio não é nada fácil, não é mesmo? Entre descobertas da vida fora dos limites da ilha em que viveu, treinamentos exaustivos, estudantes vilões, novas amizades, garotos... e uma colega de quarto muito louca que adora compartilhar fofocas nas redes sociais, Wondy (um apelido carinhoso que ganhou), vai ter que aprender a lidar com todas as mudanças pelas quais está passando, ao mesmo tempo em que se prepara para ser uma boa super-heroína e tenta desvendar o mistério de quem afinal a quer fora da escola, uma vez que tem recebido bilhetes e avisos dizendo que não é bem vinda ali. Com uma narrativa simples e em um cenário bem familiar, o livro é voltado principalmente para os leitores mais jovens, no início da adolescência, mas não deixa de ser interessante para os jovens adultos – ainda mais se você, assim como eu, é fã deste universo de superpoderes e heróis. Um ponto interessante é a forma como a autora desenvolveu os personagens, mesclando os diversos universos presentes nos comics e apresentando suas características marcantes de uma forma atrativa e divertida. O cenário também não poderia ser melhor e o ponto alto da trama se desenvolve em uma competição acirrada entre as diferentes escolas de heróis e vilões. Além disso, apesar de se tratar de uma aventura completa, o desfecho abre margem para os novos livros da franquia, apresentando uma nova personagem para lá de especial. Já estou ansiosa para os próximos!


Sobre a Editora Rocco
Há mais de três décadas demonstrando sensibilidade para detectar as tendências do mercado, ousadia na difusão de novas ideias e agilidade de produção, a Rocco se orgulha por ser uma editora sólida e independente, capaz de se reinventar a cada dia para atender aos anseios do público brasileiro. Seus selos são: Rocco, Rocco Jovens Leitores, Rocco Digital, Bicicleta Amarela, Fábrica 231, Fantástica Rocco, Anfiteatro e Rocco Pequenos Leitores.

2 comentários:

  1. Oi, Le.
    Parece ser uma leitura bem gostosinha né.
    Atualmente estou assinto a série com os filhotes eles amam rs.
    Beijo

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    1. Ei Cami! É bem tranquila e muito divertida, apesar de muito juvenil mesmo. Eu gostei porque estou numa série de livros mais pesados, e esse veio para dar um pouquinho de espaço para respirar KKK Amei <3 Um beijo : *

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