quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O King Que Você Respeita: Falando sobre Stephen King


        Você pode até não ter lido nenhum de seus livros, mas, com toda a certeza já ouviu falar sobre ele. Nascido em 1947, na cidade de Portland, este escritor norte americano coleciona obras de sucesso no currículo, sendo reconhecido como um dos principais escritores de contos de horror fantástico e ficção científica de sua geração. Publicados em mais de quarenta países (inclusive, ele é o nono autor mais traduzido no mundo), seus livros já venderam mais de 400 milhões de cópias e grande parte das obras foram adaptadas para as telas. Embora reconhecido por suas tramas de terror e narrativas sombrias, também é destaque por produções fora destes gêneros que foram levadas aos cinemas, como “Conta Comigo”, “Um Sonho de Liberdade” e “À Espera de um Milagre”. Um de seus projetos mais ambiciosos, o livro “The Dead Zone”, originou a série da FOX de mesmo nome, e o autor já escreveu roteiros para outras séries de sucesso, como “Arquivo X”. É claro que estamos falando do mestre Stephen King, não é mesmo?! Criado pela mãe, uma vez que o pai os deixou quando ele tinha apenas dois anos, ainda criança Stephen testemunhou um terrível acidente, que, segundo alguns, teria inspirado seu “lado negro” e suas perturbadoras criações, uma hipótese descartada pelo próprio autor. Entretanto, era um leitor assíduo dos quadrinhos da linha “EC’s Horror Comics”, fã principalmente do título “Tales From The Crypt” (Contos da Cripta, em tradução literal), o que estimulou sua predileção pelo terror desde cedo. Ainda na escola, começou a escrever histórias baseadas nos filmes que assistia, copiando-as e vendendo aos colegas. A prática evoluiu e, entre 1966 e 1971, King escrevia uma coluna intitulada “King’s Garbage Truck” (O Caminhão de Lixo do King, em tradução literal) para o jornal estudantil da Universidade do Maine, onde estudou Inglês. Após concluir a universidade e se casar com Tabitha Spruce, em 1971, ele escrevia histórias curtas, em sua maioria para revistas masculinas, mas não tardou a começar a escrever romances.



          Um de seus primeiros rascunhos trazia uma jovem com poderes psíquicos, mas antes mesmo de terminar umas poucas páginas, Stephen descartou a ideia. Contudo, encorajado pela esposa (que resgatou os manuscritos do lixo), ele voltou a trabalhar na história, o qual deu o nome de “Carrie”. Sem muita expectativa, enviou para a Doubleday Publisher, a qual o pagou pouco mais de US$2,5 mil dólares adiantados, uma quantia irrisória para um romance, mesmo na época. Publicado em 1974, ele não imaginava que aquele rascunho descartado lhe renderia mais de US$200 mil posteriormente, além de se tornar uma das obras mais significativas da literatura de terror/horror. Com um estilo narrativo único e inconfundível, Stephen King é um verdadeiro mestre da literatura contemporânea. Detalhista, irônico, cruel, bipolar, cheio de referências intrínsecas e dotado do poder de despertar a dúvida e a reflexão em suas páginas, ele agrega doses de emoção, suspense, terror e mágica de forma equilibrada, envolvendo o leitor e deixando-o quase dependente de seus escritos. A cada nova e complexa trama, a missão de decifrá-la, com seus personagens bem construídos em um enredo ritmado e irreverente. Por este e outros motivos, convidei uma amiga que é simplesmente apaixonada pelo autor, a Natália Lima (eu conheço mil Natálias), para uma conversa sobre as principais histórias, nossos livros favoritos e, de quebra, algumas indicações sobre por onde começar se você deseja conhecer a narrativa de Stephen King. Depois de algumas adversidades, como o sol que não se decidia, a câmera que não parava de modificar o foco e os erros que fazem parte (além daquele jabá básico e o apelo por uma parceria marota com a Suma das Letras), o vídeo ficou pronto e já está no ar. Para conferir é só dar o play! Há, se você gostou do vídeo, não esquece de deixar a sua curtida e se inscrever no canal hein?! E aí, já leu algum livro do Stephen King? Tem algum para indicar? Deixa aqui nos comentários!

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