segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Resenha: Gentil como a Gente


Sinopse: “Fernanda Gentil é repórter esportiva e uma das apresentadoras mais queridas da tevê. Conquistou milhares de fãs na cobertura da Copa do Mundo de 2014, da qual foi eleita musa. No vídeo, é uma profissional competente e divertida. De perto, é igualmente engraçada. Nas páginas deste livro, transforma suas experiências pessoais em um relato adorável. A protagonista é a Mocinha. Não é que a Mocinha seja neurótica – ela apenas pensa em todas as possibilidades. O par romântico: Momô. Não é que o Momô seja avoado – ele só é do tipo que vai jogar tênis e esquece a raquete. Tem também a Nala, a cachorra que a Mocinha não gosta que chamem de cachorra. Tem o Lucas, o afilhado que é como um filho. E os 300, a gangue de amigos, quer dizer, o grupo de amigos. Essa turma, que no rolar dos capítulos vai ganhar mais um integrante, se esbarra em um apertamento, onde a sala é um pouco da cozinha e um tico da varanda. Com leveza e humor, Fernanda Gentil conta uma história de amores vivida por uma família singular e ao mesmo tempo igual à de todo mundo. Mocinha (ou Fernanda?) briga e, com a frequência de eclipses lunares, pede desculpas. Quando quer, sabe ser fofa. E mostra-se craque em entender as diferenças entre o feminino e o masculino, mata no peito, sai de impedimento, bota para escanteio e bate um bolão. Porque o que Fernanda mais quer é fazer e ser feliz. Sem firulas. Gentil: Como a gente”.

Título: Gentil como a Gente: A história de uma família sem firulas. 
Autora: Fernanda Gentil.
Páginas: 288 páginas.
Editora: Intrínseca.
ISBN: 978-85-510-0013-7.

 

Algumas Impressões 

            Geralmente, quando escolhemos uma profissão e decidimos seguir determinada carreira, temos aquelas pessoas que nos inspiram, das quais admiramos o trabalho e almejamos um dia alcançar e conquistar espaços - assim como estas fontes de inspiração fizeram. No meu caso em particular, tenho muitos jornalistas que admiro, sim, mas poucos que me inspiram de verdade quanto ao dia-a-dia da profissão, e a repórter Fernanda Gentil faz parte deste segundo grupo (juntamente com outros jornalistas da “nova geração”, como o incrível Phelipe Siani e a equipe do programa “Profissão Repórter”). Desde que comecei a acompanhar a carreira dela, antes mesmo da Copa do Mundo de 2014 - quando o mundo (literalmente) passou a conhecê-la e a falar sobre seu trabalho -, tenho me espelhado na capacidade intrínseca que Fernanda tem de trabalhar com as diversas narrativas, em especial a esportiva, através de um discurso irreverente, simples e recheado de senso de humor. Naturalmente engraçada, ela conquista justamente por conta desta simplicidade (e também humildade), e fiquei muito feliz (fangirl mode) de poder conhecê-la pessoalmente na ocasião da Copa, lá em Teresópolis, no Rio de Janeiro, durante a cobertura dos jogos (eu até já falei sobre o assunto em uma crônica. Não sabia? Clique aqui para ler).

Nesta imagem temos uma Fernanda Gentil diva e uma Lettícia meio vesga que não sabe até hoje para onde estava olhando (muita emoçaum).

         Além da carreira eu também acompanho um pouco da vida pessoal dela, principalmente através das postagens em seu perfil no Instagram (e aquelas mil hashtags. Quer ver? Clique aqui). E, como boa fangirl que sou, claro que fiquei extremamente animada e ansiosa com a notícia de que a Fernandinha (olha a íntima) lançaria um livro pela Intrínseca, uma das minhas editoras favoritas da vida.  “Gentil como a Gente: A história de uma família sem firulas” é um livro diferente de todos os que já li do gênero, ainda mais se tratando de um título que, especificamente, trás histórias pessoais da vida da autora, contadas mais em um estilo “bate papo entre amigos” do que propriamente como uma biografia (e acredito que seja esse mesmo o objetivo). É ainda mais irreverente do que “O Ano em que Disse Sim”, de Shonda Rhimes, que li recentemente (clique para ler a resenha). Porque, enquanto Shonda trás exemplos robustos de transposição de conceitos, enunciados motivacionais e lições inerentes de suas experiências (tudo isso em uma linguagem mais bate papo do que biografia também), Fernanda nos brinda com uma narrativa simples e objetiva, que tem como temática principal sua vida ao lado de Nala (que não se pode chamar de cachorra, estão avisados), Momô e Lucas, o afilhado que ama como um filho (além de Gabriel, seu filho mesmo, que nasceu não faz muito tempo).

 

         Para aqueles que esperavam um enredo complexo, com uma contextualização profunda sobre a infância e adolescência da jornalista, como escolheu a carreira e as experiências pelas quais passou e ainda passa exercendo a profissão, o livro trás sim algumas poucas histórias sobre a vida profissional (como quando ela estava cobrindo a Copa do Mundo de 2014), mas desvia constantemente o foco da profissional para a pessoa - e para o que ela aprendeu (ou não) sobre a vida. Gentil como a gente, e gente como todo mundo. Sem floreios, sem firulas. Apenas mais uma pessoa, naquela eterna busca pela felicidade, matando no peito e dando um baile nos problemas, com sua vida permeada pelas mais loucas narrativas: aquelas histórias que vivemos e dão gosto de contar.


Sobre a Intrínseca

Uma editora jovem, não só na idade – afinal foi fundada em dezembro de 2003 – mas no espírito inovador de optar pela publicação de ficção e não ficção priorizando a qualidade, e não a quantidade de lançamentos. Essa é a marca da Intrínseca, cujo catálogo reúne títulos cuidadosamente selecionados, dotados de uma vocação rara: conjugar valor literário e sucesso comercial.


4 comentários:

  1. A Fernanda passa uma coisa muita maravilhosa. É uma reporter que da gosto de assistir e dizer que é fã. Desde 2014, quando a conheci na copa do mundo, já me encantei com o jeito GENTIL dela de ser. Adoraria ler esse livro, acho que seria muito inspirador.

    Beijos! ♥

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    1. É verdade, ela é simples e acaba conquistando pela humildade e o bom humor. Esse livro é lindo, principalmente em relação a diagramação. E a história é engraçada demais, cheia de memes e reviravoltas, assim como a vida real né? KKK Amei <3 Um beijo!

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  2. Eu admiro e muito o trabalho e simpatia dela.
    nem sabia que saiu um livro dela e agora eu quero
    que diagramação linda

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    1. Eu também! Ela é um exemplo muito bacana de comunicadora, ainda mais em um cenário tendencioso e tão sensacionalista como o que vemos hoje na comunicação. Eu gosto dela pela simplicidade sabe? E sim, a diagramação está maravilhosa! Um beijo : *

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