segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Resenha: A Caçadora de Bruxos


“Não sei o que fizeram; não foram capturados por mim. Mas sei que não haverá pedidos de desculpas da parte deles. Nem pedidos de misericórdia no último minuto, nem promessas de arrependimento aos degraus do cadafalso. Mesmo quando os carrascos encostam as tochas na lenha e as primeiras chamas saltam para o céu cor de chumbo, eles permanecem em silêncio. Vão continuar assim, teimosos até o final. Nem sempre foi desse jeito. Mas quanto pior a rebelião dos Reformistas, mais desafiadores os próprios Reformistas se tornam”.

Sinopse: “Ânglia, 1558. A prática da magia é ilegal, e infratores são queimados nas fogueiras todas as semanas. Elizabeth Grey é uma das melhores caçadoras de bruxos do rei. Ao lado de Caleb, seu parceiro e interesse amoroso, ela localiza e captura Reformistas – rebeldes suspeitos de praticar feitiçaria – para que sejam julgados e executados conforme manda a lei. Até que, inexplicavelmente, Elizabeth é incriminada e presa sob a acusação de praticar a arte que ela mesma se dedicou a erradicar. Abandonada para morrer nos calabouços frios do reino, a jovem espera, em vão, algum sinal de Caleb, antes que a febre dê fim à sua vida. A salvação, no entanto, acaba vindo pelas mãos de seu maior inimigo: Nicholas Perevil, o mago mais poderoso e procurado de Ânglia, que se propõe a resgatá-la em troca de um favor. Mas em retribuição, Elizabeth precisa se voltar contra tudo aquilo que fora levada a acreditar e, ao fazer isso, se coloca diretamente na mira do inquisidor mais sanguinário do reino, o temível Blackwell. À medida que Elizabeth se associa aos Reformistas, suas crenças sobre a legitimidade da proibição da magia são profundamente abaladas. Ela se vê em meio a intrigas políticas de proporções épicas e percebe que seus antigos aliados agora são seus inimigos mortais. Será que Elizabeth está pronta para decidir onde repousa sua lealdade, afinal de contas? E qual o preço que pagará por tal decisão?”.

Título: A Caçadora de Bruxos.
Autor: Virginia Boecker.
Páginas: 308 páginas.
Editora: Galera Record.
ISBN: 978-85-01-07300-6.


“De qualquer modo não importa o que eles fizeram. Qual magia utilizaram. Feitiços, espíritos ajudantes, poções, ervas: agora tudo é ilegal. Houve um tempo em que tais coisas eram toleradas, até mesmo incentivadas. A magia era considerada útil – antigamente. Então veio a peste. Provocada pela magia, espalhada pela magia – quase fomos destruídos pela magia. Alertamos para que eles parassem, mas não pararam. Agora cá estamos, de pé numa praça suja sob um céu manchado, obrigando-os a parar”.

Algumas Impressões 

         Por mais que ultimamente eu tenha embarcado numa vibe terror / suspense tremenda, os livros de fantasia sempre roubam a minha atenção na hora de escolher as novas leituras, e acabam ocupando um lugar especial no coração - ainda mais se tiverem bruxos no enredo. A questão é que Harry Potter me enfeitiçou para o resto da vida e não tenho muito que fazer sobre isso, então, vida que segue lendo mais e mais livros sobre o assunto, não é mesmo? “A Caçadora de Bruxos”, da autora Virgínia Boecker, já demonstra todo o seu potencial logo nas primeiras páginas, envolvendo o leitor na trama vivida por Elizabeth Grey, uma das melhores caçadoras de bruxos do rei. A garota perdeu os pais para uma terrível peste, e por conta disso foi viver no castelo do Rei em troca de seus serviços na cozinha. Lá, ela conheceu Caleb, um jovem determinado e ambicioso com o desejo de se tornar um Caçador de Bruxos, ao lado de quem passa por todo o treinamento para tornar-se uma caçadora. O cenário não é nada favorável para aqueles que praticam a magia, e os considerados bruxos ou bruxas têm o destino marcado pela perseguição e pela morte, são caçados um a um – e incansavelmente - numa tentativa desesperada de se erradicar o que se acredita ser a fonte de todos os males que acometeram o mundo nos últimos anos. Elizabeth se empenhou para tornar-se uma das melhores caçadoras de bruxos do reino, e perde apenas para Caleb, cumprindo seu papel de forma precisa e fiel, até que um dia, é pega com ervas suspeitas e acaba acusada de traição por praticar feitiçaria, e é presa. Na prisão, ela é acometida por uma forte febre, e, dia após dia, sua esperança de escapar da fogueira ou de que Caleb venha ao seu auxílio para libertá-la vai se acabando, até que a pessoa que ela menos espera a procura oferecendo ajuda: Nicholas Perevil, o mago mais procurado do reino. Agora, cabe a Elizabeth uma escolha difícil, mas necessária: negar o que acredita e foi treinada para fazer ou perder a própria vida pelo meio que ela mesma condenou a tantos. Já liberta e ao lado dos Reformistas – como são conhecidos os defensores da magia – conhece novas perspectivas sobre a velha história do reino, e passa a questionar se a rigidez das leis que ajudou a aplicar por toda a sua vida é mesmo necessária. Contudo, Blackwell, o mais alto inquisidor do rei, e Caleb não medirão esforços para capturá-la.


“As ruas estão desertas, como sempre acontece num dia de execução na fogueira. Os que não assistem às queimas estão no palácio de Ravenscourt, protestando contra elas, ou numa das tavernas de Upminster, tentando se esquecer delas. É um risco fazer uma prisão hoje. Nós nos arriscamos com a multidão; nos arriscamos a ser vistos. Provavelmente não haveria risco caso estivéssemos prendendo um feiticeiro comum. Mas esta não era uma prisão comum”.

    Em uma aventura ambientada na Idade Média, com criaturas mágicas, mitologia, lendas, reviravoltas, muita ação e claro, magia, o título trás uma personagem forte e bem construída, que é obrigada a ampliar seus horizontes e descobrir que as coisas não são exatamente como se mostram. Ao descobrir determinadas coisas sobre o mundo em que vive, ela acaba descobrindo mais sobre si mesma, além de desvendar verdades inimagináveis sobre o que jurou defender até a morte. Eu não conhecia a autora quando escolhi o livro na News do Grupo Editorial Record, mas tinha boas expectativas quanto à história, principalmente por ser de um gênero que gosto tanto, fantasia. Com uma narrativa fluída e que proporciona um bom ritmo de leitura, Virgínia Boecker consegue prender o leitor até a última página, principalmente pela expectativa gerada pelas reviravoltas e pela complexidade de alguns dos personagens. Pense na seguinte situação: uma personagem cheia de Girl Power em plena idade média, um cenário por si só opressor, sendo perseguida por um governo totalitário e homens que só pensam em poder. Tudo isso somado à magia e diversas surpresas na trama. E uma das coisas mais legais é que “A Caçadora de Bruxos” é apenas o primeiro volume de uma série que leva o mesmo nome, lançada aqui no Brasil pela Galera Record! E é claro que a ansiedade pelo segundo volume, “The King Slayer”, infelizmente ainda sem previsão de lançamento por aqui, já está me matando né? E aí, gosta de livros do gênero? Tem algum título para indicar? Conta aí nos comentários!



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4 comentários:

  1. PARA. TUDO!!!!! JÁ QUERO!!!!!!!! Já na sinopse eu estava: DEUS, DEVE SER BOM DE MAIS!!!!! Apesar de nunca ter lido Harry Potter, eu gosto muito dessa coisa de bruxos, magia, etc. E ainda mais ambientado na Idade Média, ai é pra ferrar mesmo. Eu quero! hsuahuashu

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    1. É maravilhosooo! KKK Eu fiquei assim quando li a sinopse também, pensando no quanto essa coisa toda de Girl Power na idade média devia ser badass, além de ter magia, criaturas e bruxos e tals. AMO / SOU! Um beijo : *

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  2. Também acabo dando preferência para obras de fantasia sempre que possível! É o meu gênero favorito da vida também (tudo por influência de Harry Potter claro hahaha) Achei legal a trama, gosto de histórias que se passam na idade média e envolvem bruxos! Se a personagem for forte como você descreve, é um livro que tem grandes chances de me agradar! Adorei a resenha! Beijos!
    Colorindo Nuvens

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    1. Obrigada <3 Pois é, fantasia é um amor eterno que sempre vai morar em nossos corações por causa do nosso querido Menino que Sobreviveu <3 Sobre a personagem, eu achei ela forte, principalmente por conta das situações pelas quais ela teve que passar, toda questão de ser acusada de traição e colocada à prova quanto tudo o que acreditava. Um beijo!

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