sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Resenha: O Conto da Aia | Canal do Fleur

“Tudo, exceto a touca de grandes abas ao redor de minha cabeça, é vermelho: da cor do sangue, que nos define. A saia desce à altura de meus tornozelos, rodada, franzida e presa a um corpete de peitilho liso que se estende sobre os seios, as mangas são bem largas e franzidas. As toucas brancas também seguem o modelo padronizado; são destinadas a nos impedir de ver e também de sermos vistas”. 

Sinopse: “Offred tem 33 anos e é uma serva na República de Gilead, apenas uma Aia na casa de um enigmático comandante do alto escalão do exército e de sua esposa. Ela tem permissão para fazer compras uma vez por dia em mercados cujos letreiros foram trocados por desenhos, já que agora as mulheres são proibidas de ler. Ela também é livre para rezar, fechada em seu quarto, seguindo os preceitos do velho testamento. E, sem que ninguém saiba, Offred também pode se lembrar de um tempo em que vivia com o marido e a filha e tinha um emprego, antes de perder seu nome próprio. Mas a República de Gilead oferece apenas uma função real para as Aias: procriar. Em um mundo devastado pela radiação e pelos efeitos de uma guerra em andamento, a maioria das mulheres no que outrora foram os Estados Unidos da América são inférteis. Com a queda da natalidade, Offred foi separada de sua família e hoje é propriedade do governo, pertencendo à casta das mulheres escolhidas que ainda podem gerar filhos”. 

Título: O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale). 
Autora: Margaret Atwood. 
Páginas: 366 páginas. 
Editora: Rocco. 
ISBN: 85-325-2066-9. 

“Este é o coração de Gilead, onde a guerra não pode penetrar nem se intrometer, exceto pela televisão. Onde ficam os limites não sabemos ao certo, eles variam, de acordo com os ataques e contra-ataques; mas este é o centro, onde nada se move. A República de Gilead, dizia Tia Lydia, não conhece fronteiras. Gilead está dentro de você. Houve uma época em que aqui moravam médicos, advogados, professores universitários. Não existem mais advogados, e a universidade está fechada”.  

Algumas Impressões 

The Handmaid’s Tale”, é um romance distópico da autora Margaret Atwood, publicado originalmente em 1985. Na trama, tanto o presidente dos Estados Unidos quanto todos os membros do Congresso foram assassinados em um grande atentado, fato que possibilitou a suspensão da Constituição através de um golpe orquestrado por um grupo conhecido como Filhos de Jacob. Esse grupo estabeleceu um Estado totalitário e teocrático, conhecido como República de Gilead. Um regime totalitário é uma forma de governo onde o Estado, controlado por uma única facção social, toma o controle de todas as esferas do poder, não havendo mais separação entre elas. Nesse regime os direitos constitucionais são suspensos, e aqueles que não concordam ou não submetem a ele são considerados inimigos do Estado, logo são perseguidos, presos e mortos. A mesma coisa acontece em um regime teocrático, mas a facção que toma o poder usa uma religião específica como uma forma de dominação, perseguindo aqueles que são considerados “hereges”, que é exatamente o caso de “O Conto da Aia”. Dá o play na resenha completa: 



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