domingo, 15 de julho de 2018

Sessão Pipoca: Os Incríveis 2

Sinopse: “Quando Helena Pêra é chamada para voltar a lutar contra o crime como a super-heroína Mulher-Elástica, cabe ao seu marido, Roberto, a tarefa de cuidar das crianças, especialmente o bebê Zezé. O que ele não esperava era que o caçula da família também tivesse superpoderes, que surgem sem qualquer controle”. 

Título: Os Incríveis 2. 
Duração: 1 hora e 58 minutos. 
Direção: Brad Bird. 
Gênero: Animação, Família. 
Lançamento: 28 de junho de 2018. 

Algumas Impressões 

Quando “Os Incríveis” foi lançado, ainda em 2004, o mundo já havia sido apresentado aos super-heróis que, rejeitados pela sociedade por suas diferenças, eram obrigados a viverem nas sombras, atuando contra o crime de forma secreta ou mesmo se escondendo por detrás dos muros de uma mansão em um lugar bem distante. Em uma realidade governada por humanos comuns, os superpoderosos foram marginalizados – tanto por conta de seus poderes quanto pelos possíveis problemas que estes poderiam causar -, condenados a levarem uma vida “normal” e, de certa forma, entediante. E eis que, quatorze anos depois, chegou aos cinemas no último dia 28 de junho a tão esperada sequência desta animação dos estúdios Disney / Pixar, “Os Incríveis 2”, trazendo a continuação da história de Roberto Pêra (Sr. Incrível), Helena Pêra (Mulher-Elástica) e seus três filhos.


Partindo do desfecho da produção anterior, na trama a Mulher-Elástica é convidada para voltar à ação, ainda que ilegalmente, como parte de um plano para que os super-heróis se tornem aceitos novamente. A ideia é que suas missões recebam uma espécie de cobertura midiática, de forma a mostrar para a sociedade que a atuação dos heróis pode ser benéfica. Enquanto isso, Roberto, o Sr. Incrível, assume a responsabilidade de cuidar da casa e dos filhos, e vai descobrir que esta missão diária pode ser tão importante e desafiadora quanto combater o crime. E é neste ponto que o enredo começa a levantar uma série de questionamentos extremamente pertinentes para a sociedade atual. Empoderada, a narrativa traz muito protagonismo feminino, e quase todas as reviravoltas são causadas por mulheres. Além disso, a introdução de novos personagens flerta mais um pouco com a representatividade, destacando, inclusive, o quanto o exemplo de uma super-heroína como Helena pode impactar na vida de outras jovens superpoderosas.

Há um equilíbrio muito bem planejado entre as cenas de ação e humor da vida doméstica, e não há discussões quanto ao ponto alto da trama: o bebê Zezé é o grande destaque, uma vez que, a cada sequência, parece descobrir um novo e desafiador poder. Nos quesitos técnicos, a produção é impecável, com sua animação repleta de texturas e um trabalho de luz e montagem excepcionais. A trilha sonora também conquista, trazendo desde composições clássicas dos filmes de James Bond até jingles originais para três dos principais heróis da trama, sendo Mulher-Elástica, Sr. Incrível e Gelado, bem ao estilo dos anos 1980. Por fim, o único ponto que deixou a desejar foi o vilão – o que não é surpresa em se tratando de filmes de super-heróis (infelizmente). Por mais que este seja apresentado com toda pompa e circunstância, rapidamente cai no esquecimento do público assim que sua identidade é revelada. Justiça seja feita, o expectador mais desatento pode se surpreender, e as simbologias usadas são interessantes, como o fato do hipnotizador utilizar telas para exercer comando sobre os outros - algo muito atual, visto que estamos na era dos smartphones. De qualquer forma, é uma excelente experiência nostálgica para aqueles que, assim como eu, esperaram mais de uma década para reencontrar esta família.

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