segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Resenha: A Sutil Arte de Ligar o F*da-se

“Chega de tentar buscar um sucesso que só existe na sua cabeça. Chega de se torturar para pensar positivo quando sua vida vai ladeira abaixo. Chega de se sentir inferior por não ver o lado bom de estar no fundo do poço”. 

Sinopse: “Depois de décadas ouvindo que o segredo para uma vida feliz é pensar positivo, chegou a hora de tentar um caminho que parece ir contra tudo o que você já leu. Que tal experimentar um novo olhar, mais coerente com a realidade e consciente de seus limites? Não espere milagres, mas esta sutil arte pode iluminar seu caminho, se você estiver disposto a isso. Porque o verdadeiro segredo não é fazer uma limonada com os limões que a vida nos dá, mas conviver numa boa com a úlcera no estômago que vem em seguida. Sabemos que somos cheios de falhas e limitações, mas não adianta fingir não vê-las – o melhor é reconhecê-las e aprender a aceitá-las. Uma vez que abraçamos nossos medos, defeitos e incertezas, uma vez que paramos de fugir e começamos a confrontar as verdades mais dolorosas, nos abrimos para encontrar coragem, perseverança e entusiasmo. Este livro é o primeiro passo para você descobrir o que é realmente importante na sua vida – e f*da-se o resto. Mark Manson expõe sua estratégia em uma conversa leve, repleta de boas histórias e humor profano. Mas não se engane: sua visão de mundo propõe um rompimento com as euforias superficiais que nos mantém presos no conforto. A sutil arte de ligar o f*da-se é uma bofetada renovadora, o antídoto para a mentalidade fantasiosa que infectou toda uma geração”. 

Título: A sutil arte de ligar o f*da-se: Uma estratégia inusitada para uma vida melhor.
Autor: Mark Manson.
Páginas: 224 páginas.
Editora: Intrínseca. 
ISBN: 978-85-510-0249-0.

“Muitas vezes, o auto aprimoramento e o sucesso andam de mãos dadas. Não significa que sejam a mesma coisa. A cultura em que vivemos hoje nutre obsessivamente expectativas pouco realistas. Ser mais feliz. Ser mais saudável. Ser o melhor, superior aos outros. Ser mais inteligente, mais rápido, mais rico, mais bonito, mais popular, mais produtivo, mais invejado e mais admirado”. 

Algumas Impressões 

Quando passamos por uma situação ou mesmo um período difícil, é comum que alguém nos diga para “pensar positivo”, “erguer a cabeça”, “arregaçar as mangas” e “voltar ao trabalho”, pois só assim nos sentiremos melhores e teremos vidas mais incríveis. Do mesmo modo, as páginas de inúmeros livros de autoajuda estão cheias de conselhos semelhantes, acrescidos aos famosos depoimentos de pessoas que, através de reviravoltas impressionantes e do puro e simples pensamento positivo, mudaram suas vidas miseráveis de formas fantásticas, e que hoje são felizes à semelhança dos comerciais de margarina. A questão é que precisamos ser mais realistas e coerentes, e entendermos que a vida não é uma montanha-russa que só sobe – e está tudo bem com isso. E é justamente esta a proposta do autor Mark Manson em “A Sutil Arte de Ligar o F*da-se”, que chegou por aqui através da parceria com a Editora Intrínseca. Com um olhar crítico e sem meias palavras, neste livro, Manson desmistifica tudo o que você já leu sobre “o segredo para uma vida feliz”, propondo um caminho que vai na contramão dos conselhos mais comuns sobre o assunto. Para o autor, aceitar que possuímos inúmeras falhas e limitações é parte da solução de nossos problemas, afinal, saber conviver e aprender com nossos medos, defeitos e incertezas, é a melhor forma de abrirmos espaço para a coragem, a perseverança e o entusiasmo para enfrentarmos as experiências da vida como elas realmente são: muitas vezes duras, cheias de obstáculos e que, frequentemente, resultam em fracassos.

“Quando você está pouco se fodendo para seu mal-estar, você faz o Círculo Vicioso Infernal entrar em curto-circuito. “Eu estou na pior, mas e daí? ” Então, como se fosse salpicado de um pó mágico de desprendimento, você para de se odiar por se sentir tão mal”. 

Além deste maravilhoso choque de realidade em relação ao chamamos de “vida adulta”, Mark Manson ainda propõe que sejamos mais “seletivos” sobre as coisas com as quais nos importamos, colocando na balança tudo o que nos afeta de algum modo e medindo o que realmente é essencial para nossas vidas - e um grande e libertador f*da-se para o resto. Contudo, vale dizer que ligar o f*da-se para coisas que não possuem a mesma importância que a sua família, por exemplo, não quer dizer não se importar com mais nada ou mesmo tornar-se arrogante. O “segredo do sucesso” aqui está em não se deixar prender pelos problemas, pelas derrotas, para o risco de se fazer papel de bobo ou mesmo de se dar mal algumas vezes. Pessoas que riem do perigo e seguem em frente porque sabem que a vida são os erros e acertos, e que tudo isso é muito mais importante do que nosso ego, orgulho ou sentimentos, não são pessoas que se tornam indiferentes para tudo na vida, mas sim para o que é dispensável. Afinal, segundo o autor, “ligar o foda-se não significa ser invulnerável, mas se sentir confortável com a vulnerabilidade”.

Estava ansiosa para fazer esta leitura desde a primeira vez que ouvi falar sobre o título, na Bienal do Rio do ano passado, e mesmo que 2018 tenha acabado de começar, ele já fazia parte da futura lista dos meus favoritos do ano ainda nos primeiros parágrafos. Para se ter uma ideia, através de “A Sutil Arte de Ligar o F*da-se”, finalmente me libertei de um conceito que me acompanha há anos: o de que precisamos ser extraordinários e fazer coisas incríveis para que nossas vidas não tenham sido “em vão”. Como um verdadeiro amigo que senta ao seu lado, toma suas mãos, olha bem fundo nos seus olhos e te diz as verdades mais dolorosas e que geralmente você não quer ouvir, Manson tem uma narrativa nada sutil, mas muito libertadora, que, através de algumas piadas, histórias pessoais e exemplos inusitados, faz com que você se sinta mais confortável com o fato de que não é especial (sim, isso mesmo). Afinal, já parou para pensar que se todos nós fôssemos extraordinários ou mesmo vivêssemos numa constante batalha para nos tornamos especiais, ninguém mais o seria de fato? Fica a reflexão. No mais, tenho certeza de que se você estiver disposta (o) a ouvi-lo, pode aprender uma coisa ou duas com esse livro e de fato levar uma vida melhor. Leitura mais do que recomendada.

Sobre a Intrínseca
Uma editora jovem, não só na idade – afinal foi fundada em dezembro de 2003 – mas no espírito inovador de optar pela publicação de ficção e não ficção priorizando a qualidade, e não a quantidade de lançamentos. Essa é a marca da Intrínseca, cujo catálogo reúne títulos cuidadosamente selecionados, dotados de uma vocação rara: conjugar valor literário e sucesso comercial.



7 comentários:

  1. AAAAAAH, que livro maravilhoso, miga ❤️

    O meu coração bateu mais forte só de ler o título desse livro. Achei sensacional a ideia dele, porque quando a gente escuta isso de ligar o foda-se já pensa em algo por impulso, sem pensar, sabe? Amei a resenha, como sempre ❤️

    Beijão, miga
    Supimpa Girl

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    1. SIIIIM!! Esse livro é incrível, eu amei muito a forma como o autor coloca as coisas sabe. Aceitar que tá tudo bem não estar sempre bem. Own, obrigada <3 <3 Um beijão!

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  2. Quero esse livro na minha mesa em 10 minutos ahiuhauihauihauiha
    Preciso ler *_*

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    1. Pelo amor, você precisa ler URGENTEMENTE hahahaha É muito bom! Um beijo!

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  3. Maravilha, afinal nem tudo são flores. Muito pelo contrário. "Melhor professor, o fracasso é". E já que houve uma derrota, devemos aceita-la aprender com ela. As coisas dão errado por alguma razão... Aceitemos.

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    1. Claro, as coisas dão errado por uma razão mesmo. E como diz o autor (muito sabiamente), devemos selecionar o que realmente é importante para nós e o que não nos faz bem, guardar as coisas boas e dar um grande f*da-se para o resto! Abraços!

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  4. Cara, eu to com MUITA vontade de ler esse livro. Desde que vi o título dele eu pensei "foi escrito pra mim" hsauhsua
    Eu to naturalmente aderindo a esse estilo de vida, se eu ler esse livro, já era. Foda-se o mundo real oficial. hsuahuashus

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