sábado, 7 de outubro de 2017

Resenha: A Improvável Teoria de Ana e Zak

“Por um breve instante, tento imaginar como seria ser alguém como Zak. Não que eu queira gastar meu tempo com um jogo como aquele, mas seria bom, pelo menos de vez em quando, fazer algo que realmente quisesse fazer. Ter amigos com os quais pudesse estar junto apenas por estar me divertindo, e não porque estamos em uma reunião de um clube, ou trabalhando em um projeto. Não ter que dar satisfações sobre cada segundo em que não estou em casa, ou na aula”. 

Sinopse: “O irmão de Ana Watson fugiu das semifinais do campeonato de Jogos Acadêmicos para ir até uma convenção de quadrinhos, a Washingcon. E o que deveria ter sido uma viagem tranquila de atividades extracurriculares se transforma em uma noite bastante agitada. Se o preguiçoso Zak Duquette não tivesse falado tanto sobre a maldita convenção, talvez Clayton não quebrasse as regras. Agora, Ana sabe que precisa encontra-lo imediatamente, antes que alguém descubra tudo e ponha em risco sua última chance de liberdade dos pais controladores. Desesperada, é forçada a pedir ajuda para a última pessoa no mundo com quem ela desejaria passar um tempo: Zak. Afinal, eles precisam encontrar Clayton até o amanhecer. Ao longo da noite, enquanto Ana e Zak são perseguidos por hordas de Vikings e zumbis, eles começam a se abrir um com o outro e, apesar da atitude relaxada de Zak, Ana descobre que eles podem ter muito mais em comum do que ela gostaria de admitir. “A Improvável Teoria de Ana e Zak” é um romance divertido e cheio de reviravoltas sobre dois adolescentes se descobrindo numa convenção sci-fi”. 

Título: A Improvável Teoria de Ana e Zak.
Autor: Brian Katcher.
Páginas: 319 páginas.
Editora: Rocco Jovens Leitores.
ISBN: 978-85-7980-267-6.

“Foi aquela garota que me distraiu. Ana, é o nome dela. Ela está sempre na biblioteca, mas nunca havia conversado com ela. Sei que ela é do tipo esperta e batalhadora. A foto dela está estampada em metade das páginas do anuário da escola. E o idiota aqui achou que ela talvez quisesse passar algum tempo com um grupo de geeks. Imaginei que essa fosse a oportunidade perfeita para me apresentar para ela. Nada disso. Parece que ela era boa demais para isso”.

Algumas Impressões 

Como boa fã do herói Capitão América, se tem uma coisa que eu adoro são as referências. E, do mesmo modo que “Geekerela” (clique para ler a resenha), “A Improvável Teoria de Ana e Zak” é cheia delas! Zak é um geek que adora jogos e quadrinhos, e que está esperando ansiosamente por sua convenção favorita: a Washingcon. Já Ana, é uma garota estudiosa e esforçada, que vive uma vida extremamente regrada e controlada pelos pais. Dá para imaginar o que estes dois personagens têm em comum? Pois, quando Zak descobre que está prestes a repetir na matéria de Saúde - o que acabaria com as suas chances de se formar no fim do semestre -, e a professora da matéria lhe oferece uma chance de recuperar o conceito, o caminho dele acaba se cruzando com o de Ana. Enquanto ele acha a garota extremamente interessante, Ana pensa que Duque (como ele gosta de ser chamado) é apenas mais um preguiçoso sem um pingo de responsabilidade. Obrigados a fazer parte da mesma equipe nos Jogos Estudantis, eles vão descobrir, em um fim de semana, que têm mais em comum do que poderiam imaginar. 

“Mas as pessoas... meu Deus. Já deve haver mais de cem frequentadores, estendendo-se sinuosamente em duas filas, a partir das mesas de cadastro. Dezenas de outras pessoas se aglomeram ao redor, conversando, rindo, lutando com sabres de luz. E muitas estão fantasiadas”. 

Como se já não bastasse ser obrigado a participar dos Jogos, Zak se vê privado de participar de sua amada convenção, que acontece no mesmo fim de semana. Contudo, as coisas sofrem uma grande reviravolta quando Clayton, o irmão mais novo de Ana, foge da competição para participar da Washingcon, sobre a qual tanto ouviu Zak falar. Agora, ele e a garota terão de correr contra o tempo para encontrar o menino antes que alguém dê pela falta deles, e voltar a tempo da final dos Jogos Estudantis – para Ana, a única chance de se ver livre do aperto sufocante dos pais. Divertida, a história é narrada em primeira pessoa pelos pontos de vista intercalados de nossos dois protagonistas, e é interessante a forma como o leitor vai descobrindo as particularidades de cada um juntamente com o outro. Por mais que seja uma leitura tipicamente adolescente, o enredo agrada jovens e jovens adultos, com um ritmo fluído e loucas reviravoltas que fogem de boa parte dos clichês nerds e adolescentes. Uma leitura mais do que recomendada se você procura um livro leve e divertido, e se, assim como eu, adora uma boa referência.

Sobre a Editora Rocco
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2 comentários:

  1. você já leu " O Diário de Anne Frenk"?

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    1. Eu comecei a leitura há algum tempo, mas as histórias que se passam no período da guerra mexem muito comigo. E a dela é real, e bem dolorosa, sabe? Eu espero um dia conseguir finalizar a leitura dele. Mas penso que tudo tem um tempo específico! haha Um beijo!

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