quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Precisamos Falar Sobre Metas (2017)


       O mês de janeiro foi um tanto corrido por aqui, pois, surpreendentemente, eu viajei bastante e para lugares diferentes (tanto com a família quanto com os amigos). Acontece que este mês "em trânsito" deu uma bagunçada no meu cronograma, principalmente nas duas últimas semanas, e algumas postagens que estavam previstas para ir ao ar tiveram que ficar agora para fevereiro. Além disso, matérias da pós-graduação e leituras também se acumularam, e estou conseguindo colocar tudo em ordem só agora. E foi no meio deste pseudo caos (porque, veja bem, eu sou uma pessoa extremamente pragmática e organizada), colocando em prática todos os meus métodos de organização e anotando furiosamente coisas na agenda é que parei para pensar nas tais metas para este ano que está começando. Para falar a verdade, é comum que as pessoas estabeleçam este tipo de coisa ainda em janeiro, preparando listas e tudo o mais, mas eu estive tão atarefada que nem mesmo me dei conta de que já estamos praticamente no Carnaval. Acredito que já comentei isso por aqui algumas vezes, principalmente nas postagens iniciais da “Missão Home Office” (clique para ler), mas sou uma grande adepta ao uso de listas, as quais utilizo para praticamente tudo. Desde a do supermercado às de leituras pendentes ou as famosas wishlists, as listas me acompanham diariamente. E a relação com as metas não é diferente, seja as de leitura ou de quais filmes quero ver no cinema às de vida, que abrangem as áreas do pessoal, profissional e acadêmico. Mas, mesmo com toda esta pré-disposição, quem nunca estabeleceu determinados objetivos, seja anualmente ou mensalmente, e, na maior parte das vezes acabou acumulando-os, não realizando ou deixando para depois? 

        Em princípio, acredito que o segredo para realizar nossos objetivos, acima de tudo, é saber o que queremos e ter certeza de que vale realmente a pena, e que, a partir destas premissas, nos sentiremos mais satisfeitos quando finalmente riscarmos aquela meta da lista. Entretanto, eu nunca havia parado para pensar no poder que estes objetivos transcritos em palavras exercem sobre nós, mas quando percebi que ainda não havia definido minhas metas para 2017, decidi pesquisar um pouco sobre o assunto. Além disso, o grupo de interação Liga Nerd Girls escolheu exatamente este tema para a blogagem coletiva de janeiro, e, apesar de estar atrasada, achei que valia extremamente a pena escrever sobre o assunto. Pesquisadores como Richard Bandler e John Grinder acreditam que, através da Programação Neurolinguística (PNL) é possível compreender este processo, uma vez que esta é o estudo da estrutura da experiência subjetiva do indivíduo, o que pode ser deduzido por ela e quais os impactos na vida das pessoas. Criaram-se então modelos, e um destes são as condições para a boa formulação de metas, resumidas em quatro etapas: 1) selecionar uma meta específica, 2) conhecer a evidência para a conquista da sua meta, 3) selecionar onde, quando e com quem você deseja alcançar esta meta e 4) conferir os impactos da sua meta no meio em que vive. 

      O primeiro passo trata de delimitar seus objetivos, e, se eles se assemelham de alguma forma, escolher um para começar. Através da PNL, descobriu-se que a maneira como cada um pensa a respeito da meta estabelecida faz uma grande diferença no processo de realização, pois, se por um lado você pode pensar sobre a meta de uma forma que facilite alcançá-la, por outro lado você também pode crer que sua realização é quase impossível, criando obstáculos e tornando o processo realmente complicado (a tal da auto sabotagem). É importante garantir que a meta esteja formulada seguindo o que você quer, e não o que não quer. Quando pensamos no que não queremos ou no que queremos evitar, consequentemente é isso que acabamos produzindo em nossas vidas frequentemente, pois é nisso que nossas mentes estão focadas. Estabelecer as metas estruturadas na forma afirmativa, e não negativa, exerce um grande impacto no resultado final. Também é importante certificar-se de que este objetivo dependa inteiramente de você, que seja algo que você mesmo (a) pode alcançar. Já conhecer a evidência para a conquista de uma meta é um passo simples de reflexão, onde é preciso analisar se seu comportamento diário e suas atitudes estão aproximando ou afastando o sucesso de suas metas de você. 

        O terceiro ponto trata do tempo de realização da sua meta. É um objetivo a curto ou longo prazo? Realizá-lo se torna mais fácil a partir do momento em que se presta atenção ao onde, quando e também com quem, pois, se esta meta interfere em diferentes aspectos de nossa vida, devemos considerar onde ela causará o maior impacto e começar deste ponto. Além disso, o que você ver, ouvir e sentir permitirá identificar qual o momento apropriado para colocá-la em prática. Por exemplo, se a meta é “Quero ser mais confiante e motivada”, você pode identificá-la como “Quando alguém me questionar sobre o futuro, quero ser mais confiante e motivada”, por exemplo. Já a última condição diz respeito a olhar à nossa volta e pensar em como nossos objetivos vão interferir no meio e nas pessoas que nos cercam. Nem sempre a máxima “tudo o que for necessário para alcançar os objetivos” se mostrará adequada, e é preciso pensar nas pessoas que participam da sua vida também. Em como elas podem ajuda-lo (a) a alcançar este objetivo e em como a conquista das suas metas as afetará. Outra coisa muito importante é descobrir quais as dificuldades que estão “no caminho”, mas não para se dissuadir de correr atrás dos objetivos, pelo contrário. Uma vez identificados, os obstáculos tornam-se mais fáceis de serem enfrentados. 

         No meu caso, depois de toda esta pesquisa e de parar para refletir durante um tempo sobre o que afinal quero neste ano de 2017, cheguei a cinco propósitos principais (mas é claro que outros podem ser incluídos no caminho): conseguir um emprego (fixo) na área da Comunicação, cumprir as metas de leitura, produzir conteúdo de qualidade (informativo, interessante e interativo), tirar a carteira de motorista (esta meta está na lista há uns dois anos pelo menos) e juntar dinheiro, além de ser mais positiva, manter o foco e permanecer firme em meus objetivos. Espero voltar aqui no fim deste ano, revisitar este texto e avaliar o que aprendi com ele. Ah, e claro, ter cumprido todas as metas! Existem diversas outras dicas aplicáveis à realização de metas, além de pesquisas complexas e vários sites que tratam sobre o assunto, então se você se interessou com estes poucos parágrafos, vale a pena fazer uma pesquisa mais aprofundada. E aí? Já definiu suas metas para 2017? Não sei porque, mas estou sentindo que este é o ano de realizá-las hein?! Tem alguma dica ou sugestão? Deixa aqui nos comentários!

2 comentários:

  1. Eu também funciono muito assim: quando coloco as metas e os objetivos no papel parece que consigo realizar mais coisas! Boa sorte com as suas metas esse ano!

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    1. Sim eu entendo perfeitamente <3 Parece que nos sentimos mais organizadas e determinadas quando as coisas estão escritas, meio que palpáveis né? Um beijo e muito obrigada!

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