sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Sessão Pipoca: Star Trek: Sem Fronteiras


Sinopse: “Neste terceiro filme da franquia, Kirk (Chris Pine), Spock (Zachary Quinto) e a tripulação da nave Enterprise encontram-se no terceiro ano de sua missão de exploração do espaço prevista para durar cinco anos. Quando um pedido de socorro vindo de um planeta em uma nebulosa ainda não mapeada chega até eles, o destino acaba os ligando ao maléfico vilão Krall (Idris Elba), um insurgente anti-Frota Estelar interessado em um objeto de posse do capitão da nave, Kirk. A Enterprise é atacada, e toda a tripulação acaba presa em um planeta desconhecido e sem contato com a Federação. E agora, como resolver a situação?”.

Título: Star Trek: Sem Fronteiras.
Duração: 2 horas e 03 minutos.
Direção: Justin Lin. 
Gênero: Ficação Científica, Ação, Aventura. 
Lançamento: 01 de Setembro de 2016.

 

Algumas Impressões

        Quando foi anunciado que, em 2009, J. J. Abrams apresentaria ao mundo um novo filme da franquia Jornada das Estrelas, muito se falou a respeito do enredo e em como trazer inovação para o que se achava ser um reboot das produções anteriores. Mas o que vimos há sete anos não foi um reboot, nem uma sequência ou uma refilmagem. Olhando em perspectiva, pode-se dizer que “Star Trek” (2009), acabou se mostrando uma mistura destas três modalidades, inspirando respeito e homenagem ao mesmo tempo em que trazia originalidade para uma franquia tão extensa e antiga, afinal, o primeiro episódio da série original para televisão foi ao ar em setembro de 1966. Já em 2013, com o lançamento de “Star Trek: Além da Escuridão”, o universo foi revitalizado, divertido e coerente sim, contudo sem um caráter inovador como o filme original, o que, sinceramente, já era de se esperar, apesar do roteiro bem construído e da participação do aclamado ator Benedict Cumberbatch, que executou o papel do famoso vilão Khan com maestria. E neste terceiro episódio da franquia, que chegou aos cinemas no início do mês, o que vemos é uma trama cheia de peculiaridades, ação e emoção. O roteiro, coescrito por Simon Pegg (que interpreta o personagem Montgomery Scott) e Doug Jung (Dark Blue: No Limite da Lei), o texto trás um destaque interessante ao elenco coadjuvante, dando mais autonomia para alguns dos personagens, além de mais humor – a abertura é algo a se considerar neste quesito, fazendo referência à série clássica, uma vez que Kirk sempre dá um jeito de voltar das missões com o uniforme em pedaços. Na trama, a tripulação encontra-se no terceiro ano de sua missão de cinco (como anunciado no segundo filme), e, pelo menos de início, a rotina segue tranquila, com a busca por novos povos galáxia afora. Até que a primeira virada acontece, fruto de um pedido de socorro que leva nossos heróis a uma perigosa missão em uma nebulosa não mapeada. A nave então é atacada, em uma sequência de tirar o fôlego valorizada pelo uso da tecnologia 3D e extremamente rica em detalhes, e toda a tripulação se vê obrigada a abandoná-la, caindo em um planeta desconhecido – e o pior, separados.



          Confesso que a sequência foi, para mim, uma das mais impactantes do longa, uma vez que é de partir o coração ver a Enterprise destruída descendo rumo ao planeta – assim como a reação dos personagens, com perspectivas muito bem aproveitadas. E é a partir daí que entram as particularidades de “Sem Fronteiras”, uma vez que, diferentemente dos outros dois filmes atuais da franquia, a maior parte da ação se desenrola em “terra firme”, tanto no planeta onde se encontram presos quanto na estação avançada da Frota Estelar (que é como um planeta artificial / base / cidade gigante com ângulos de dar vertigem). Neste cenário, após a queda os personagens principais são rearranjados em duplas, com uma aposta arriscada, porém que deu muito certo, na descentralização do foco Kirk e Spock (Zachary Quinto). O Vulcano (com mais emoção do que antes visto) tem como companheiro o sarcástico médico “Bones” (Karl Urban), e as provocações constantes entre eles resultam em ótimas sequências. Já Kirk tem como par Checkov (Anton Yelchin), o que, de certa forma, pode ser visto como uma valorização do personagem do ator, morto recentemente em um acidente (como uma despedida). Outra homenagem que merece e muito ser citada – e que, afinal, parece ser a principal do longa – é a ao ator Leonard Nimoy, o Sr. Spock das séries de TV e que atuou como Embaixador Spock nos filmes mais atuais, falecido em fevereiro do ano passado. O elenco feminino, antes composto basicamente pela oficial de comunicações Uhura (Zoe Saldana), ganha a guerreira Jaylah (Sofia Boutella), e a bandeira da diversidade é mais uma vez levantada pela franquia, com a revelação de que o piloto Sulu (John Cho) é gay – isso de uma forma natural, sem muito barulho, o que é um ponto mais do que positivo. Embora a direção tenha passado das mãos de Abrams (que agora dirige a franquia Star Wars) para Justin Lin (Velozes & Furiosos), o estilo adotado nos novos filmes se mantém constante, com épicas sequências de batalha e um vilão de fato assustador. Krall não subestima seus inimigos e tem propósitos bem definidos, e a revelação do desfecho (assim como as sequências finais, que fogem do clichê), se mostra resultado de um passo decidido da franquia rumo ao sucesso


2 comentários:

  1. Acredite ou não, eu fiz meu noivo assistir Star Trek (de 2009) ontem porque ele nunca tinha ouvido falar! WTF HUSIHAUIHSUIHus Esse povo da Finlândia é meio fora do eixo.
    A Bela, não a Fera | Youtube A Bela, não a Fera | Fã Page no Facebook

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Que???? Como assim gente!!! Não consigo nem imaginar alguem que nunca tenha ouvido falar de Star Trek! Esse povo da Finlândia viu... kkkkkkkk Um beijo :*

      Excluir