terça-feira, 20 de setembro de 2016

Games: Vamos (finalmente) falar sobre Pokémon GO? + Vlog


        Sucesso há vinte anos, a série de games Pokémon ganhou, em 2016, mais uma edição para saciar os fãs da franquia e conquistar novos admiradores. A premissa sempre foi a mesma: nos games, o jogador controla pequenos monstrinhos que captura com o auxílio das pokebolas, então treina-os e utiliza-os em batalhas, seja nos ginásios ou no caminho percorrido na jornada para se tornar um “Mestre Pokémon”. Lançado pela primeira vez em 1996, para o console portátil da desenvolvedora Nintendo, o Game Boy, o jogo unia elementos já conhecidos de jogadores de RPG em turnos, e em duas versões, “Red” e “Blue”, o que acabou configurando um sucesso estrondoso. Depois de duas décadas no mercado, a série já rendeu cerca de 60 games, totalizando mais de 200 milhões de cópias vendidas, uma série de desenhos animados (quem não se lembra deles na televisão?), 19 longas de animação e um card-game. E o grande sucesso dos anos noventa voltou com força total em julho deste ano, com o lançamento de Pokémon GO, o novo game gratuito para smartphones Android e iOS que utiliza a tecnologia de realidade aumentada. Com o auxílio do sistema de GPS dos aparelhos e a conexão com a internet, o jogo faz com que os jogadores tenham que se deslocar fisicamente para que possam capturar Pokémons no “mundo real”. Só na primeira semana - lançado apenas nos Estados Unidos, Nova Zelândia e Austrália -, o aplicativo tornou-se mais popular que apps como Tinder, Whatsapp e Instagram, e, de acordo com uma estimativa publicada na época pela BBC, em menos de sete dias cerca de 5, 16% de todos os smartphones com sistema Android dos Estados Unidos já possuíam o aplicativo instalado (segundo informações do site SimilarWeb). O sucesso também aumentou o valor das ações da Nintendo em US$ 7 bilhões. 


      Desenvolvido através de uma colaboração entre a Niantic (uma desenvolvedora ligada ao Google), a Nintendo e a The Pokémon Company, o jogo já se tornou um fenômeno global e um dos maiores sucessos na área de games em 2016, sendo baixado mais de 500 milhões de vezes em todo o mundo. Disponibilizado na Europa e também no Brasil em agosto, é gratuito para as plataformas, contudo, assim como muitos aplicativos gratuitos, possui itens que podem ser adquiridos com dinheiro real, convertido no jogo em pokécoins. Ao abrir o aplicativo, o jogador interage com um mapa que utiliza os dados do Google Maps, onde se localiza e visualiza ginásios, pokéstops e, ocasionalmente, Pokémons. À medida que nos deslocamos, o aplicativo emite sinais sonoros e vibratórios para nos notificar sobre a presença de criaturas pelo caminho, e, ao tocar no Pokémon, é iniciada a batalha por sua captura, onde através do touch dos aparelhos é possível lançar pokebolas para prender o monstrinho e também tirar fotos dele, seja no ambiente virtual ou com a utilização da realidade aumentada. Funciona assim: através da câmera do smartphone, o Pokémon é projetado no ambiente onde o jogador se encontra (mas só pode ser visto na tela do celular, vamos esquecer a ideia Princesa Leia e R2D2 por enquanto). Atualmente, são mais de 150 Pokémons disponíveis para captura (da primeira geração), e o jogo segue um sistema de recompensa por níveis, sendo os múltiplos de cinco os que mais rendem itens especiais para os jogadores. O nível 5, por exemplo, abre a possibilidade de participação em batalhas com outros usuários pelo domínio dos ginásios (centros de treinamento), e também a escolha de um dos três times disponíveis: Mystic (azul), Valor (Vermelho) e Instinct (Amarelo), representados, respectivamente, pelos Pokémons lendários Articuno, Moltres e Zapdos. Estes times contam com líderes dentro do jogo, que avaliam os Pokémons e auxiliam os jogadores, sendo Candela (Time Valor), Blanche (Time Místico) e Spark (Time Instinto). Como é necessário se movimentar para jogar, Pokémon GO tem promovido mudanças na dinâmica das cidades, sejam elas grandes ou pequenas, e, principalmente, na vida dos jogadores, que passaram a ocupar os espaços públicos e (porque não?) queimar algumas calorias enquanto jogam, segundo dados da BBC Brasil. 


          À medida que o jogador se desloca, Pokémons selvagens podem aparecer no mapa dependendo da região em que se encontra. Por exemplo, ao estar próxima de um rio ou uma praia, a possibilidade de encontrar monstrinhos do tipo água é maior, e no ato da captura o Pokémon pode se desviar, rebater a pokebola e até mesmo fugir dela, tornando a batalha mais emocionante. O conceito para a criação do jogo foi pensado ainda em 2014 por Satoru Iwata, da Nintendo, e Tsunekazu Ishihara, da The Pokémon Company, como uma brincadeira de primeiro de abril em colaboração com o Google, chamada Pokémon Challenge. Antes disso, a desenvolvedora Niantic já havia lançado um jogo de realidade aumentada, o Ingress, e foi no conceito deste game que Ishihara viu a oportunidade perfeita para a série Pokémon. Apesar de ter sido anunciado oficialmente em dezembro de 2015, a fase de testes de Pokémon GO só começou em março deste ano, no Japão, e em abril na Nova Zelândia e Austrália. Nos Estados Unidos o jogo só foi liberado para fase de testes em maio, terminando em 30 de junho. Entretanto, ao contrário do que se pensa, esta não é a primeira tentativa da Nintendo de juntar a franquia com a realidade aumentada. Lançado para Nintendo 3DS, o jogo Pokémon Dream Radar, permitia capturar monstrinhos que apareciam ao redor direcionando-se pela tela do console. Depois de capturados, era possível transferir as aquisições para os jogos Pokémon Black 2 e White 2. Já no que diz respeito a Pokémon GO, a desenvolvedora anunciou que cerca de 10% das ideias para o jogo já foram implementadas, e que várias atualizações ainda serão feitas, como a inclusão de novos Pokémons, a troca entre jogadores, correções na função de busca por criaturas nos arredores e a criação de novas pokéstops e Pokémon Centers (ginásios). 

 Eu, ao longo dos níveis, na ostentação de ginásios. 

      Com a realização de missões como andar 100 km, capturar um determinado número de Pokémons por tipo e chocar uma quantidade definida de ovos, o jogador ganha selos (ou medalhas), que o ajudam a subir de nível. E quanto maior o nível do personagem do jogador, mais fácil é achar Pokémons mais fortes. Um dos objetivos no jogo, além de capturar os monstrinhos e dominar ginásios, é encontrar Pokéstops. Geralmente localizados em pontos turísticos, servem como um “ponto de apoio” para os jogadores, onde é possível recolher itens, como poções de cura para Pokémons feridos em batalha, frutinhas (que facilitam na captura), pokébolas e também ovos, que chocam à medida que o jogador anda pela cidade com o auxilio de incubadoras (e dependendo da quantidade de quilômetros exigida – 2 km, 5 km ou 10 km -, a variedade de Pokémons possíveis muda). A cada cinco minutos é possível girar novamente e recolher mais itens – e de forma gratuita. É também nos Pokéstops que os jogadores podem utilizar um dos itens especiais do jogo, o Lure, que age como um “chamariz” para Pokémons e faz com que eles apareçam com mais frequência e variedade, independentemente dos que estão presentes no radar. Há também o incenso, mas, ao contrário do Lure, este atrai Pokémons de forma individual e não depende das Pokéstops para ser utilizado. Já os ginásios (também chamados de centros de treinamento) são disputados pelos usuários, e, à medida que um usuário o domina, ele torna-se um centro de treinamento para o seu time (Mystic, Valor ou Instinct). Ao encontrar um ginásio dominado por seu time, o jogador pode usá-lo para treinar seus Pokémons, colocando um à disposição para defender o centro de treinamento. Recentemente, foi liberada uma nova atualização, onde é possível escolher um monstrinho para ser seu companheiro, e, de acordo com a quantidade de quilômetros exigida por ele, ganhar um candy (doce). É reunindo a quantidade de doces suficiente que se evolui Pokémons no jogo. 

 

Algumas Curiosidades

     A popularidade do jogo reúne pessoas de todas as esferas sociais e de diferentes faixas etárias. Este verdadeiro fenômeno tem sido chamado de “Pokémon GO Mania” ou “Pokémania”, e vários negócios acabaram se beneficiando com seu lançamento, desde grandes empresas a pequenos estabelecimentos que desfrutam da proximidade com Pokéstops. Alguns chegam até mesmo a comprar itens do jogo, mais especificamente o Lure, para atrair jogadores. Além disso, a utilização de praças e pontos turísticos como Pokéstops acabou por trazer a história local das cidades para o primeiro plano, fazendo com que espaços antes abandonados fossem ocupados pelos jogadores de Pokémon GO. Parques nacionais nos Estados Unidos, por exemplo, estão registrando um número incomum de visitantes, como o National Mall e o Memorial Park, em Washington. E como é necessário se deslocar para utilizar o aplicativo, organizações de caridade passaram a oferecer cães provenientes de abrigos de animais para passearem com os jogadores que querem chocar ovos.


       No último fim de semana, reuni alguns amigos para que pudéssemos sair à caça de Pokémons na cidade onde moro, afinal, não vou me tornar Mestre Pokémon dentro de casa, não é mesmo? E essa experiência virou um vlog divertido – e com fortes emoções (assim que assistir, vai entender. Confie em mim). Como é uma cidade pequena há poucos Pokéstops e ginásios, e a variedade de monstrinhos também não é tão grande (ou seja, eles não aparecem com facilidade). No mais, é um fluxo constante de Zubat, Ratatta e Pidgey, além de Caterpie e Weedle. Atualmente, estou no nível vinte, e meu principal objetivo é completar a Pokédex, ou seja, ter todos os 151 Pokémons disponíveis até o momento (um sonho, com toda certeza). Se você estava em outro planeta ou se ainda não tinha se interessado no jogo, mais depois dessa postagem vai correndo baixar o app (não é mesmo?), para começar a jogar é fácil: basta ter uma conta do Google, baixar o aplicativo e se registrar. E se quiser mais dicas sobre como o jogar, recomendo os vídeos do Canal Nostalgia (clique aqui) e do Coisa de Nerd, que está publicando uma série de vídeos com suas jornadas Pokémon (clique aqui). E aí, curtiu? Então não perde tempo, afinal, em se tratando de Pokémon... Temos que pegar! 

4 comentários:

  1. como assim eu nao estava inscrita no seu canal?
    faz tempo que eu nao vou caçar pokemon =( to precisando de 300 magikarp e sou dessas que fica parada em qualquer rio procurando por eles haahaha
    beijo

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    1. Menina como assim você não conhecia esse canal super famoso do Booktube? Kkkkkkkkkk Obrigada ♡♡ Eu tô doida com esse jogo e acumulando magikarp como se não houvesse amanhã! Um beijo :*

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  2. Adorei o vlog! Dia desses fomos eu, Allan e minha irmã na nossa saga pela Av. Paulista e foi muito engraçado. Na volta pra casa ficamos sempre comparando e vendo o resultado desempenho do dia hahah

    Um beijo

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    1. Obrigada!!! ♡♡ Eu fico sonhando em pegar Pokémons em SP ♡ tantas pokestops, tantos Pokémons... chorando aqui. Um beijo :*

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