terça-feira, 12 de abril de 2016

Resenha: Endgame: A Chave do Céu



“É por isso que eles estão lutando. Para manter vivos ódio, poder e políticos, além de demônios como Cromwell e reis libertinos como Carlos II. Não é a primeira vez que ele se pergunta se vale a pena. Mas não pode ficar se perguntando nada. Não tem permissão para isso. Jugadores no se preguntan, diria seu pai se ouvisse os pensamentos de Jago. Jugadores juegan”.
            
       Mesmo com o mundo se desintegrando, enlouquecendo e sucumbindo, o Endgame continua. Aliás, uma coisa está intrinsecamente ligada à outra. A primeira chave foi encontrada. Dos doze, apenas nove restam. E somente um poderá vencer. A chave do Céu, onde quer que esteja e o que quer que seja é a próxima meta, e tem que ser encontrada. E nada será capaz de deter os Jogadores. O Endgame é agora. Povo da Terra, o Endgame é aqui.

Título: Endgame – A Chave do Céu (Trilogia Endgame, Livro 02).
Autores: James Frey e Nils Johnson – Shelton.
Páginas: 512 páginas.
Editora: Intrínseca.
ISBN: 978-85-8057-787-7.


“Em breve, os poderosos axumitas assumirão o controle e descobrirão o poder entre as asas douradas do querubim da glória. Em breve, Eben ibn Mohammed al-Julan arriscará a própria destruição pelo bem do Endgame. Assim que Hilal recobrar a consciência e a lucidez, Eben vai quebrar a aliança com os Criadores e verá se a linhagem de Axum é capaz de fazê-los sentirem o gosto do próprio remédio”.

Algumas Impressões 

       Antes de qualquer coisa, um aviso: caso você tenha caído de paraquedas nesta resenha e não faça ideia de que história é esta, Endgame é uma trilogia criada pelos autores James Frey (que também é o criador da série Os Legados de Lorien) e Nils Johnson-Shelton. Com um enredo de ficção científica, tem como temática principal seres extraterrestres, a origem das linhagens da Terra e luta pela sobrevivência, e A Chave do Céu é o segundo volume desta trilogia. Deste modo, caso você não conheça absolutamente nada do que rolou no primeiro livro, pode conter spoiler. Agora, voltando à resenha, demorei mais do que o planejado para ler este livro. Assim como o primeiro volume da trilogia Endgame, O Chamado (clique para ler a resenha), A Chave do Céu é repleta de pequenos enigmas, que por sua vez fazem parte de um muito maior, que é o enredo em si. Contrariando algumas expectativas e a velha maldição já conhecida pelos leitores (aquela que diz que o segundo livro geralmente não é tão bom), esta continuação consegue superar o primeiro livro, mantendo o ritmo intenso e eletrizante da narrativa.


         Apesar de ter gostado bastante de O Chamado, a trama continha muitos personagens, e muitas histórias que se relacionavam. Era muita informação para apreender, pessoas e conceitos para conhecer e fatos a ser apresentados. Mas se antes tínhamos doze jogadores, em A Chave do Céu temos apenas nove remanescentes, e uma chave já foi encontrada, o que apenas aumenta a tensão e faz com que a competição, o Endgame, fique mais acirrada. Assim como no primeiro volume, a narrativa se desenrola a partir do ponto de vista dos diversos personagens, uma estratégia genial dos autores para prender a atenção do leitor, uma vez que cada capítulo termina em um momento de tensão para o personagem em questão, ou em uma revelação emocionante. Os personagens também já estão mais maduros em relação ao jogo, o que faz com que a identificação seja maior. Mas, se quer um conselho em relação a esta série, não se apegue a ninguém. Mas isso não impede o leitor de torcer por alguns jogadores. Neste Jogo, vários cometem atos ruins, mas não se pode julgá-los. E até mesmo os atos bons podem gerar consequências inimagináveis, tendo em vista o que está “em jogo” com o desfecho do Endgame. Se você, assim como eu, gosta desta temática repleta de mistério, suspense e ficção científica, ou se quer apenas tentar algo novo, é uma leitura mais do que recomendada.


Sobre a Intrínseca 

Uma editora jovem, não só na idade – afinal foi fundada em dezembro de 2003 – mas no espírito inovador de optar pela publicação de ficção e não ficção priorizando a qualidade, e não a quantidade de lançamentos. Essa é a marca da Intrínseca, cujo catálogo reúne títulos cuidadosamente selecionados, dotados de uma vocação rara: conjugar valor literário e sucesso comercial.

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